[17 de agosto de 2009]

Propagação de Informações e Memes

Via John Postill, cheguei a este artigo da New Scientist denominado "'Infectious' people spread memes across the web", que traz um estudo de pesquisadores espanhóis que supostamente descobriram um modo de predizer cascatas. O trabalho explica que as pessoas possuem "graus de infectibilidade" e que esses graus influenciam de modo direto a capacidade de propagar a informação. O estudo parece corrobar também o famoso trabalho de Liben-Nowell e Kleinberg, que comparou a propagação de informações por email com a propagação de um vírus na população.

Minha curiosidade neste trabalho é qualitativa. O que me interessa, em meu próprio trabalho, é entender de forma qualitativa as motivações. Acredito que as pessoas decidem propagar ou não informações com base na percepção dos valores/prejuízos que esse ato vai gerar na sua rede social. Além disso, parece-me que há uma série de qualificações atribuídas pela rede aos atores que atuaria nesse "grau de infectibilidade". Vou ver se consigo encontrar o estudo para fazer outros comentários.
por raquel (09:03) [comentar este post]


Comentários

Andre Covre (agosto 17, 2009 2:29 PM) disse:

Pergunta:

Se de fato as coisas se dão como você acredita, que "as pessoas decidem propagar ou não informações com base na percepção dos valores/prejuízos que esse ato vai gerar na sua rede social", significa que, de modo geral, o que estamos observando com a constituição das redes sociais é cada vez mais um "show do nós", não um "show do eu", uma explosão de individualismo exacerbado onde todos somente querem estar "na vitrini" do orkut (ou do hype do momento) para exibição do próprio ego?

Em outras palavras:

Parece óbvio dizer isso, mas.. o que fundamenta as redes sociais e, por consequência, todas as ações, posições, discursos, etc., é a diaglogia e a alteridade?

Abraço
André

Thiago S. Rosa (agosto 20, 2009 4:23 PM) disse:

Porém, todo o sistema tem um ambiente com caracteristicas proprias que influenciam os atores conforme elas acontecem. Entendo que a preocupação qualitativa seja importante, mas partindo desta premissa, temos um cenário mais claro de qual foi o espaço pesquisado. Claro, estou falando isso em relação ao que voce comentou no seu post, já que não li esta pesquisa também.

John Postill (outubro 14, 2009 3:36 PM) disse:

@Andre; no se si hay tanto individualismo exacerbado. Desde luego, estas redes sociales giran en torno al individuo, pero son al mismo tiempo entornos muy sociales; es decir, si te comportas de forma excesivamente egoista te vas a quedar aislado, no? Por ejemplo, lo que veo en mi red personal de facebook es mucha sociabilidad. Quiza haya que distinguir entre el individualismo egoista (a costa de los demas) y el narcisismo?

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