[13 de maio de 2010]
Sites de Redes Sociais em Colisão
A questão é que para muitos usuários, cada um desses sites tem um valor e uma utilidade diferentes - daí manter contas neles. O grande valor do Orkut sempre foi o social browsing. O do Facebook está no social browsing e nos aplicativos, especialmente os jogos. O MySpace tinha a particularidade da música. Quando todos eles começam a se sobrepor a reduzir as diferenças, começam também a perder valor para os usuários. Afinal, qual a vantagem de ter 3 ou 4 perfis em sites de rede social que servem exatamente para a mesma coisa? E esse é um dos principais complicadores dos status updates: spam. Muita gente, para economizar tempo, unificou todos os updates e passa postando a mesma coisa em todos os SNSs de que faz parte, criando informações repetidas para a mesma rede social. Além disso, a pluralidade de aplicativos e o tamanho da rede social também complicam o acompanhamento dos updates nesses sites. Ou seja, para funcionar bem e gerar valor, os SU precisam também ter diferenciais que acompanhem as diferenças na apropriação de cada um dos SNSs: ou mais sociais, ou mais informativos, ou mais profissionais ...
O grande problema de todos os sites de rede social se parecerem e lutarem pelos mesmos valores é, portanto, a sobreposição que ocasiona a perda de valor para o usuário. A meu ver, os sites deveriam fazer o oposto: Procurar valores diferenciais, estimular apropriações diferentes, suprir necessidades diferentes. Se todos colidirem, a maioria não sobreviverá.
por raquel (07:55) [comentar este post]



Comentários
Paulo Milreu (maio 13, 2010 8:19 AM) disse:
Raquel, concordo com você, mas na aplicação prática profissional é interessante eu distribuir minha informação através de uma integração, que facilita e aumenta a performance de interação e relacionamento nas redes. Claro, entendendo como fazer essa integração e distribuir a informação.
Do ponto de vista das redes, das empresas, sem dúvida os diferenciais estão desaparecendo. Uma pena.
Emerson (maio 13, 2010 8:53 AM) disse:
Essa característica de economia de tempo aconteceu com o Buzz. Quando percebi que tudo que aparecia no meu Buzz eu já tinha visto no twitter eu apertei o botão Off. E até agora o único que parece se manter fiel à proposta original ainda é o Twitter.
Suzana Gutierrez (maio 13, 2010 9:22 AM) disse:
Oi Raquel!
Andei falando sobre a redundância das redes estes tempos. Mais recentemente quando lançaram o Google Buzz. Antes, eu já havia reclamado um pouco da combinação RT + # do twitter, pois os RT inviabilizam seguir qualquer coisa por #, pela repetição incessante das mesmas informações.
No meu entender, um dos principais choques é entre os interesses das pessoas e das empresas (ou das pessoas que agem como empresas). A impessoalidade x a pessoalidade :)
Atualmente, minha tendência continua sendo me informar pelos feeds e itens compartilhados deles. Os 'status updates' levo na brincadeira.
Me dei conta que a grande maioria das pessoas linka uma série de feeds num Facebook, Twitter, Friend Feed, Tumblr, ... e nunca entra em alguns deles. A integração entre serviços facilita algumas coisas mas, em médio prazo, pode ser um tiro no pé. Todos falam incessantemente e ninguém escuta :)
abração!
Vicente Marçal (maio 13, 2010 9:52 AM) disse:
Olá Raquel,
Entendo e concordo com seu ponto de vista, contudo temos de ressaltar que, em alguns casos (para não dizer na grande maioria deles!!) não temos os mesmos seguidores nas diferentes redes sociais, i. e., no Twitter tenho um grupo de seguidores que não é o mesmo do Orkut e não é o mesmo do Facebook... podemos ter alguns que estão em todos, mas nem sempre... ai, em certo aspecto, a necessidade de se replicar os SU's.
Bem, não é minha área de estudos as Redes Sociais, mas achei interessante seu post!
Abraços
andre marmota (maio 13, 2010 11:40 AM) disse:
Raquel, cheguei a pensar um pouco nisso, muito em função de críticas similares. Como essas ferramentas não possuem qualquer regra de uso implícita e cada apropriação, me parece natural observarmos funções semelhantes nessas ferramentas, especialmente se pensarmos no gerenciamento de tempo. Pessoalmente, tambem fiquei com a impressao de que, entre twitter, buzz e facebook, sao poucas as intersecções entre os contatos, o que diminui a sensação de spam. Talvez a ameaça maior seja para quem cria e mantém serviços similares, não pros usuários. Abraços!
Träsel (maio 13, 2010 3:34 PM) disse:
"Se todos colidirem, a maioria não sobreviverá."
Creio ser exatamente esse o objetivo do Facebook, não? Ser O Um serviço de rede social.
raquel (maio 13, 2010 4:04 PM) disse:
Oi Trasel!
Pois é. Que o FB faça eu entendo. Que o resto copie, não. :) Mas de qqr modo, acho furada essa de virar o Google dos SNSs. Nem o Google consegue fazer tudo direito, vide a experiência deles com os sites de rede social.
raquel (maio 13, 2010 4:04 PM) disse:
Com certeza, marmota! :D
Daniela Bertocchi (maio 15, 2010 8:35 PM) disse:
Raquel,
A web semântica promete acabar com esse problema da sobreposição. A chave proposta é a da interoperabilidade (linked data). Quem trabalha nisso acredita que não precisamos de várias redes, mas de uma que funcione de forma integrada. Se isso ocorrer, o nó da questão será outro: o da privacidade. Mas, se formos ver, esse já é um problema em nossas vidas *hoje*...
Beijos,
Dani Bertocchi
Raoni Ochoa (maio 17, 2010 3:04 AM) disse:
Os usuários querem cada vez mais um local condensador para que una todas suas atividades sociais.
Venicios Ribeiro (maio 18, 2010 11:13 AM) disse:
Muito bom o artigo! parabens.
peri77 (maio 19, 2010 6:17 PM) disse:
E tomara que o Twitter não faça o caminho inverso, incorporando funções do FB ou do Orkut, por exemplo. É interessante que cada rede evolua, mas concordo que o caminho é ser diferente. E funcional, claro.
Ana Paula (maio 27, 2010 3:13 PM) disse:
Olá.. muito bom, estou lhe acompanhando ha tempos, pois estou fazendo uma monografia sobre o twitter. Gostaria muito de saber seu email para poder lhe enviar algumas (poucas) perguntas sobre twitter. Ficarei muito, muito, muito grata se vc me responder. Sei que deve ter seu tempo contado, mas será de grande importancia sua colaboração.Aguardo.
Andre Boavistta (junho 5, 2010 4:58 PM) disse:
Raquel,
Concordo com você. Oferecer funções diferenciadas deveria ser o foco das plataformas, no entanto compreendo que pela importância e recursos financeiros (atuais e possíveis) envolvidos na disputa sobre qual vai ser a plataforma preferencial elas se copiem para não correr o risco de ser ultrapassada e ficar para trás nessa disputa.
Seria muito bom que os geradores de conteúdo procurassem não disponibilizar os mesmos conteúdos nas diversas redes que participam, mas isso passa por um entendimento difícil de ser assimilados por todos.
alexandre viveiros (junho 5, 2010 11:48 PM) disse:
Concordo com seu ponto de vista e na minha opinião a sobrevivência está na UTILIDADE e SERVIÇOS AGREGADOS e não nas funcionalidades (e suas cópias).
Acontece muito isso no mercado de Software, sistemas ERP por exemplo, existem milhares de opções para todos os gostos e preços. O diferencial está nos SERVIÇOS AGREGADOS. Na consultoria, no pós venda, no suporte, no atendimento e por aí vai.
No caso das Redes Sociais, o Linkedin é um ótimo exemplo disso, focado na sua proposta de ser uma rede profissional, mantém se firme na batalha. Não importa ser a maior rede social, ser igual a todas as outras redes, mas sim ser útil!
E quando falo de serviços agregados, o Linkedin novamente nos mostra ser uma rede focada. Quando por exemplo, você vai se candidatar a uma vaga, o mesmo busca dentro da sua rede de contatos pessoas que conhecem alguem dentro da empresa em que está procurando a vaga e que possam lhe recomendar ou de alguma outra forma lhe ajudar no processo, genial não? Simples e genial! E mais: ÚTIL!
Estes são os pequenos diferenciais, os serviços agregados que acredito serem a solução para a sobrevivência neste mercado.
Namastê
Alexandre Viveiros
Fernanda (junho 29, 2010 11:43 PM) disse:
Olá Raquel
Estou fazendo uma pesquisa sobre a relação dos moradores de favela com as redes sociais. Percebo cada vez mais que ela se dá por meio do orkut, principalmente. Como vc percebe esa relação: rede sociais X favela? Teria alguma leitura a me indicar?
Forte Abraço