[10 de setembro de 2008]
Updates do caso do Twitterbrasil.org
Reparem que, pelas declarações dadas ao IDG, a responsabilidade de "provar" que não tem nada a ver com o caso é do réu da ação, explica a "assessoria jurídica" da candidata; e não do autor do processo. Afinal de contas, "o nome é igual". Ah sim. Vejam que pela excelente explicação, isso significa que se um José me causar dano, de acordo com a assessoria da candidata, é meu direito processar todos os Josés do Brasil até chegar ao correto. Afinal, é o mesmo nome.
Outro post igualmente indignado que eu adorei é este escrito em inglês pela Ladybug Brazil.
por raquel (13:28) [comentar este post]



Comentários
João Carlos Caribé (setembro 10, 2008 2:15 PM) disse:
Raquel, discussão semelhante esta acontecendo na comunidade Cibercultura no Orkut. Eu fiz algumas leituras desta situação, ainda não sei se as hipoteses são todas corretas, mas la vai:
1)Os juizes não estão lendo os processos como deveriam.
2)O estado policial eminente adota a pratica de punir antes e apurar depois, ou como voce citou, inverte o ônus da acusação.
3)Assim como o Executivo, o Judiciario esta relegando a sociedade, a execução de seu trabalho, no mais simples, prove sua inocência.
O que me preocupa de fato é esta inversão da culpabilidade, de inocente até prova ao contrário para culpado até prova ao contrário.
Lucia freitas (setembro 13, 2008 4:08 PM) disse:
Impressionante uma estudante de jornalismo ter que provar que não é representante do Twitter no Brasil. Eu sigo com medo do país. Muito medo. Estado policial é pouco para o que anda acontecendo. É terror e ditadura mesmo.