Foi só falar no Huckabee e sua crença em criacionismo que o Brasil já teve que correr atrás e já temos uma ministra criticando a teoria da evolução e supostamente defendendo o ensino de teorias alternativas (i.e. criacionismo) nas escolas.
É o Brasil na vanguarda do retrocesso científico.
No artigo do jornalista da Folha (linkado acima), é dito que "o grande erro da comunidade científica norte-americana foi ter esperado tempo demais antes de reagir às investidas criacionistas". É verdade. Mas é justificada e compreensível tal demora. Cientistas, em geral, tem dificuldade para compreender como alguém pode viver uma vida sem seguir rígidos preceitos científicos. Para eles (nós, aliás), não é concebível que uma idéia que não tenha fortes evidências a seu favor se mantenha na tona por muito tempo. O criacionismo pegou todos de surpresa e está-se até hoje tentando entender como algo assim pode ainda existir (a resposta, naturalmente, envolve o eterno desejo das pessoas em acreditar no que é conveniente e não no que é, ou lhes parece, verdade). Esperava-se que, eventualmente, as pessoas iam se dar conta do que estavam falando e esquecer o assunto.
Eu costumo pensar que não seria tão ruim assim ensinar teorias "alternativas". Comparar a teoria da evolução com outras teorias malucas faria com que ela se parecesse ainda mais auto-evidente e intuitiva para toda uma nova geração. Ou pelo menos para uma nova geração de pessoas razoáveis.


