Social Media http://www.pontomidia.com.br/raquel/ en-us raquel@pontomidia.com.br Copyright 2012 2012-05-07T11:17:02-03:00 hourly 1 2000-01-01T12:00+00:00 Conversação em Rede: Semana que vem, nas Livrarias! http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/conversacao_em_rede_semana_que_vem_nas_livrarias.html Então, fiquei sabendo agora pela editora Sulina que o meu livro A Conversação em Rede: Comunicação Mediada pelo Computador e Redes Sociais na Internet chega na semana que vem às livrarias e começa a ser vendido também online. Ainda não temos previsão de evento de lançamento, mas se acontecer eu aviso. Para quem quiser saber mais, em breve teremos um hotsite. Enquanto isso, o release: A conversação em rede: comunicação mediada pelo computador e redes sociais na Internet é o novo livro de Recuero que, com acuidade acadêmica, demonstra que as ferramentas computacionais há muito deixaram de ser apenas isso: ferramentas. Elas evoluíram para serem “espaços conversacionais” importantes, já que os usos que fazemos delas reelaboram a conversa, e esta passa a ter outras feições. Este livro tem mérito acadêmico por ser muito bem escrito e reunir elementos que certamente despertarão o interesse amplo de pesquisadores da área de Linguística Aplicada, da Comunicação Social, da Educação e de outras áreas afins. Isso se justifica na medida em que a autora oferece contribuições teóricas, metodológicas e empíricas para que se entenda melhor a conversa em rede à luz da Pragmática Linguística e da Análise de Redes Sociais. Graças aos distintos fios teóricos que o tecem, o livro mostra com lucidez que a conversação em rede não é somente aquela conversa tão antiga quanto a linguagem, mas, no contexto das ferramentas digitais, ela é uma “conversação emergente” que, em função dos usos das ferramentas computacionais, passa por vários processos de reelaborações. Como bem conclui Recuero, “o ponto fundamental é aquele onde essa conversação reconstrói práticas do dia a dia, mas que, no impacto da mediação, amplifica-se e traz novos desafios para a compreensão de seus impactos nos atores sociais”. A apresentação do livro foi muito gentilmente feita pelo Júlio Araújo. Aqui tem uma pequena amostra para quem quiser dar uma olhadinha no conteúdo. :D Sumário 1 Comunicação Mediada pelo Computador e Conversação 1.1 A Conversação como Apropriação no Ciberespaço 1.2 Características da Conversação Mediada pelo Computador 2.1 O Ambiente da Conversação 1.2.2 Escrita “Oralizada” 1.2.3 Unidade temporal elástica: os tipos de conversação mediada 1.2.4 Públicas e Privadas: os Tipos de Conversação Mediada 1.2.5 A Representação da Presença 1.2.5 Migração e Multimodalidade 2 A Organização da Conversação Mediada pelo Computador 2.1 Turnos e Pares 2.2 Rituais da Conversação Mediada pelo Computador 2.3 A Noção de Polidez 3 O Contexto na Conversação Mediada pelo Computador 3.1 Microcontexto e Macrocontexto 3.2 A Contrução dos Contextos 3.3 A Recuperação do Contexto 3.4 A Negociação do Contexto 4 A Conversação em Rede 4.1 Problematizando a Conversação em Rede 4.1.1 Redes Sociais na Internet e Sites de Rede Social 4.1.2 O Capital Social e as Redes Sociais na Internet 4.2 Os Processos da Conversação em Rede 4.2.1 Perfis como Conversações 4.2.2 As Conexões e a Conversação 4.3 O Problema do Contexto 5 Estudando a Conversação em Rede 5.1 Mapas de Conversação em Rede 5.2 Efeitos e Impactos da Conversação em Rede Considerações Finais: O Fenômeno da Conversação em Rede A Conversação em Rede: A Comunicação Mediada pelo Computador e as Redes Sociais na Internet Editora: Sulina Capa: Eduardo Miotto Preço de Capa: R$ 39,00 Nº de páginas: 238 ISBN: 978-85-205-0650-9 Departamento editorial e divulgação: (51) 3019. 2102... 5121@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ conversacao.jpgEntão, fiquei sabendo agora pela editora Sulina que o meu livro A Conversação em Rede: Comunicação Mediada pelo Computador e Redes Sociais na Internet chega na semana que vem às livrarias e começa a ser vendido também online. Ainda não temos previsão de evento de lançamento, mas se acontecer eu aviso. Para quem quiser saber mais, em breve teremos um hotsite. Enquanto isso, o release:

A conversação em rede: comunicação mediada pelo computador e redes sociais na Internet é o novo livro de Recuero que, com acuidade acadêmica, demonstra que as ferramentas computacionais há muito deixaram de ser apenas isso: ferramentas. Elas evoluíram para serem “espaços conversacionais” importantes, já que os usos que fazemos delas reelaboram a conversa, e esta passa a ter outras feições. Este livro tem mérito acadêmico por ser muito bem escrito e reunir elementos que certamente despertarão o interesse amplo de pesquisadores da área de Linguística Aplicada, da Comunicação Social, da Educação e de outras áreas afins. Isso se justifica na medida em que a autora oferece contribuições teóricas, metodológicas e empíricas para que se entenda melhor a conversa em rede à luz da Pragmática Linguística e da Análise de Redes Sociais. Graças aos distintos fios teóricos que o tecem, o livro mostra com lucidez que a conversação em rede não é somente aquela conversa tão antiga quanto a linguagem, mas, no contexto das ferramentas digitais, ela é uma “conversação emergente” que, em função dos usos das ferramentas computacionais, passa por vários processos de reelaborações. Como bem conclui Recuero, “o ponto fundamental é aquele onde essa conversação reconstrói práticas do dia a dia, mas que, no impacto da mediação, amplifica-se e traz novos desafios para a compreensão de seus impactos nos atores sociais”.


A apresentação do livro foi muito gentilmente feita pelo Júlio Araújo.

Aqui tem uma pequena amostra para quem quiser dar uma olhadinha no conteúdo. :D

Sumário

1 Comunicação Mediada pelo Computador e Conversação

1.1 A Conversação como Apropriação no Ciberespaço
1.2 Características da Conversação Mediada pelo Computador
2.1 O Ambiente da Conversação
1.2.2 Escrita “Oralizada”
1.2.3 Unidade temporal elástica: os tipos de conversação mediada
1.2.4 Públicas e Privadas: os Tipos de Conversação Mediada
1.2.5 A Representação da Presença
1.2.5 Migração e Multimodalidade

2 A Organização da Conversação Mediada pelo Computador

2.1 Turnos e Pares
2.2 Rituais da Conversação Mediada pelo Computador
2.3 A Noção de Polidez

3 O Contexto na Conversação Mediada pelo Computador

3.1 Microcontexto e Macrocontexto
3.2 A Contrução dos Contextos
3.3 A Recuperação do Contexto
3.4 A Negociação do Contexto

4 A Conversação em Rede

4.1 Problematizando a Conversação em Rede
4.1.1 Redes Sociais na Internet e Sites de Rede Social
4.1.2 O Capital Social e as Redes Sociais na Internet
4.2 Os Processos da Conversação em Rede
4.2.1 Perfis como Conversações
4.2.2 As Conexões e a Conversação
4.3 O Problema do Contexto

5 Estudando a Conversação em Rede

5.1 Mapas de Conversação em Rede
5.2 Efeitos e Impactos da Conversação em Rede
Considerações Finais: O Fenômeno da Conversação em Rede

A Conversação em Rede: A Comunicação Mediada pelo Computador e as Redes Sociais na Internet
Editora: Sulina
Capa: Eduardo Miotto
Preço de Capa: R$ 39,00
Nº de páginas: 238
ISBN: 978-85-205-0650-9
Departamento editorial e divulgação: (51) 3019. 2102


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(Mirna Tonus on mai 7, 2012 3:48 PM) Raquel, parabéns e sucesso. Já solicitei à Biblioteca da UFU que adquira para eu poder usá-lo com os alunos. Abs.

(Rita Maurício on mai 7, 2012 4:57 PM) Estou louca pra ler! Pelo que conheço Raquel Recuero pessoalmente desde a infância semre curiosa, inteligente e pesquisadora e agora autoridade acadêmica mundial neste assunto, sei que o livro será muito rico para que pessoas como eu, "leigas" no assunto entendam melhor o processo da comunicação virtual. Parabéns, Raquel! Quero ler assim que puder! Rita Maurício - professora

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2012-05-07T11:17:02-03:00
Palestra no I Seminário Diálogos em Educação a Distância http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/palestra_no_i_seminario_dialogos_em_educacao_a_distancia.html Nesta última sexta estive na FURG no I Seminário Diálogos em Educação a Distância e o XI Encontro para ações em EaD (SEDEAD) para conversar com a audiência do seminário sobre Redes Sociais, Tecnologias e Educação. Prometi que disponbilizaria a apresentação que fiz, defendendo que pensemos a EAD e a Educação hoje a partir de novos paradigmas. Infelizmente, o PPT que tinha vídeos e animações ficou MUITO grande e não consegui deixar online na íntegra, então coloco o PDF. O pessoal da SEAD também me disse que vai disponibilizar a íntegra da minha fala no site deles em breve. Reflexões sobre Redes Sociais, Tecnologias e Educação (PDF)... 5120@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ I Seminário Diálogos em Educação a Distância e o XI Encontro para ações em EaD (SEDEAD) para conversar com a audiência do seminário sobre Redes Sociais, Tecnologias e Educação. Prometi que disponbilizaria a apresentação que fiz, defendendo que pensemos a EAD e a Educação hoje a partir de novos paradigmas. Infelizmente, o PPT que tinha vídeos e animações ficou MUITO grande e não consegui deixar online na íntegra, então coloco o PDF. O pessoal da SEAD também me disse que vai disponibilizar a íntegra da minha fala no site deles em breve.

Reflexões sobre Redes Sociais, Tecnologias e Educação (PDF)


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(Fernanda Bork on mai 1, 2012 7:05 PM) Oi Raquel!Estava na FURG no seminário e tive a oportunidade de presenciar tua palestra que foi muito interessante. Um abraço!

(Hector Gomes on mai 2, 2012 3:25 PM) Obrigado Raquel! Que achastes do evento? Como estão as iniciativas do pessoal da FURG nesta área?

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2012-05-01T15:46:42-03:00
Grafos Eleição Reitoria UFPel - Twitter http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/grafos_eleicao_reitoria_ufpel_-_twitter.html Post com update de dados e de mais uma conta no dia 29/04, 14:18. Pensando aqui em como usar grafos para compreender percepções dos eleitores a respeito dos pleitos resolvi (eu e o grupo de pesquisa) testar algumas coisas. Para isso, tomei como caso as eleições para a reitoria da Universidade Federal de Pelotas, que tem seis chapas com candidatos de vários institutos e centros. Algumas observações iniciais: Não trabalho na UFPel e não apoio (nem desapoio) nenhuma das chapas. Esse trabalho tem apenas o objetivo de tentar entender como as pessoas usam a mídia social para campanhas políticas e que tipo de dados podem ser observados. Apesar de ter procurado todas as chapas no Twitter, só consegui encontrar cinco. Vi que alguns candidatos estão fazendo campanha em contas pessoais, mas essas contas não entraram na coleta de dados, apenas as contas "de campanha", ou seja, que tinham o título da chapa. Chapa que eu não encontrei a conta: Chapa 5 – A UFPel pode mais: ciência, cultura e cidadania (Paulo e Fábio). Os alunos parecem pouquíssimo mobilizados. Em várias buscas pelo tema, encontrei poucas menções, a maioria relativa a contas de professores (e alguns funcionários). Poucos alunos manifestaram-se a respeito das eleições. Veremos mais adiante e mais perto do pleito. Por conta disso, analisei apenas os grafos/dados dos seguidores das contas. A hipótese era tentar compreender quem era o público que estava "escutando" aquela conta e/ou apoiando e que tipo de indicativo poderia ver nisso. As cores nos grafos representam os "grupos" de seguidores. Coletei 1,5 graus, ou seja, quem dos seguidores se segue também aparece no grafo. Quanto menos cores, maior o número de interconexões entre os nós; quanto mais cores, menor o número de interconexões. A idéia é mostrar (parcialmente) quantos "grupos" diferentes a conta tem entre os seguidores. A hipótese é que quanto mais diferentes os grupos de seguidores, maior a heterogeneidade/heterofilia da rede e maior a diferenciação na audiência, o que supostamente poderia ser bom para o candidato, uma vez que está atingindo não apenas um único grupo. Ah, os grupos aparecem divididos por Coeficiente de Clusterização. Usei o Clausett-Newman-Moore. Todas as chapas não usam o Twitter de forma conversacional. Coletando os dados das conversações, obtive pouquíssimas conversações com a rede em todos os casos. As contas, portanto, estão mais preocupadas em informar. Os nós maiores representam a conta coletada. Para ver a imagem em tamanho maior, clique no grafo. Chapa 1 - Manoel e Márcia (A UFPel que você quer). Conta: @manoelemarcia. Seguidores: 148 Essa foi a chapa que parece abarcar, entre os seguidores, o maior número de grupos. Embora várias das contas pareçam inativas (com poucos tweets/nenhum tweet), tem um grande número de seguidores com também um grande número de seguidores, o que tecnicamente amplifica a audiência. Chapa 2 - Odir e Alexandre (Juntos pela UFPel). Conta: @juntospelaufpel. Seguidores: 53 A conta dessa chapa concentra dois grandes grupos de seguidores: Aquelas da Computação/Informática/Tecnologia (azul claro) e aquelas da ESEF (Escola de Educação Física)(azul escuro), que são as áreas dos candidatos. É um grupo bastante fechado de pessoas, entretanto, bastante ativo. Chapa 3 - Luciane e Margarida (Universidade Viva). Conta: @vivaufpel. Seguidores: 76 O grafo dessa chapa é bem semelhante ao da anterior. Há concentração de grupos de seguidores, notadamente entre Enfermagem (verde) e Meteorologia (azul). Suponho também que sejam as sedes dos candidatos. Também aparecem grupos fechados no grafo, entretanto, com mais grupos que a chapa anterior. Chapa 4 - Mauro e Carlos Rogério (Reconstrução).(Essa contra agora mudou de nome p/ @MovReconstrução. Qdo coletei os dados, entretanto, o nome era @reconstruir_) Seguidores: 80 Essa é a conta mais clusterizada de todas. Interessantemente, apesar do destaque de dois grandes grupos que eu não consegui divisar direito porque há muita conta interna da UFPel, além de um grande número de contas vinculadas a veículos/blogs e pessoas da mídia. Basicamente, os grupos aqui seriam "UFPel"(contas vinculadas a cursos, docentes, setores e etc.) e "não-UFPel"(contas externas). Chapa 6 - UFPel plural e participativa (Eliana e Miguel). Conta: @plural_ufpel Essa foi a chapa com o menor número de seguidores (só 23) e por isso o grafo também ficou pequeno e pouco produtivo em termos de números. Entretanto, também temos dois grupos claros (interno e externo à UFPel, como na chapa anterior). Outros Dados: A tabela acima faz um resumo dos dados coletados. Temos o número da chapa em cima, o número de seguidores, o que eu chamei de "reach" que é o número total de nós da rede (1,5 grau de separação, ou seja, o número de nós que apareceu na coleta de dados e que de alguma forma está conectado à conta em questão), o grau de clusterização (quanto mais conectados estão os nós uns aos outros na rede, maior o grau). O que esses elementos parecem dizer na minha interpretação: Número de seguidores é a possível audiência real que o nó tem, obviamente, quanto maior melhor seria (ressalvas que nem sempre número=efetiva atenção e podem aparecer contas inativas/spam); Reach é outra medida possível de audiência em termos de rede, uma vez que indica quantos nós estão efetivamente conectados à conta em 1,5 graus (também parece ser da ordem do quanto maior, melhor, mas com a mesma ressalva anterior), creio que poderíamos chamar de audiência potencial; e o grau de clusterização pode indicar o quao homogênea é a rede em questão. Neste caso, um número mais alto pode ser ruim (menos audiência diferenciada) e bom (maior engajamento dos pares na campanha). Todas as contas usam pouco o Twitter para construir relacionamento com os seguidores. Há vários nós comuns a todas as contas (suponho que pessoas indecisas, setores interessados em acompanhar o debate e etc.). Entretanto, a conta que mais tem seguidores internos à UFPel é a @reconstruir_. A conta que tem maior número de seguidores e que parece ter maior audiência é a @manoelemarcia e a que mais reverbera (mais RTs e mais participação) parece ser a do @juntospelaUFPel. Importante salientar que esses dados foram coletados durante estas últimas duas semanas e que, portanto, podem não refletir mais a campanha na sua integralidade. Pretendo fazer mais algumas coletas em momentos mais próximos ao final da campanha e às eleições. Vamos ver o que aparece e como os dados posteriores podem ser comparados a estes. Ah sim, se alguém souber as contas do Twitter das demais chapas, pode me enviar um email (ali em cima, embaixo da foto). Os comentários não estão funcionando. :-(... 5119@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ Post com update de dados e de mais uma conta no dia 29/04, 14:18.

Pensando aqui em como usar grafos para compreender percepções dos eleitores a respeito dos pleitos resolvi (eu e o grupo de pesquisa) testar algumas coisas. Para isso, tomei como caso as eleições para a reitoria da Universidade Federal de Pelotas, que tem seis chapas com candidatos de vários institutos e centros. Algumas observações iniciais:

  • Não trabalho na UFPel e não apoio (nem desapoio) nenhuma das chapas. Esse trabalho tem apenas o objetivo de tentar entender como as pessoas usam a mídia social para campanhas políticas e que tipo de dados podem ser observados.
  • Apesar de ter procurado todas as chapas no Twitter, só consegui encontrar cinco. Vi que alguns candidatos estão fazendo campanha em contas pessoais, mas essas contas não entraram na coleta de dados, apenas as contas "de campanha", ou seja, que tinham o título da chapa. Chapa que eu não encontrei a conta: Chapa 5 – A UFPel pode mais: ciência, cultura e cidadania (Paulo e Fábio).
  • Os alunos parecem pouquíssimo mobilizados. Em várias buscas pelo tema, encontrei poucas menções, a maioria relativa a contas de professores (e alguns funcionários). Poucos alunos manifestaram-se a respeito das eleições. Veremos mais adiante e mais perto do pleito.
  • Por conta disso, analisei apenas os grafos/dados dos seguidores das contas. A hipótese era tentar compreender quem era o público que estava "escutando" aquela conta e/ou apoiando e que tipo de indicativo poderia ver nisso.
  • As cores nos grafos representam os "grupos" de seguidores. Coletei 1,5 graus, ou seja, quem dos seguidores se segue também aparece no grafo. Quanto menos cores, maior o número de interconexões entre os nós; quanto mais cores, menor o número de interconexões. A idéia é mostrar (parcialmente) quantos "grupos" diferentes a conta tem entre os seguidores. A hipótese é que quanto mais diferentes os grupos de seguidores, maior a heterogeneidade/heterofilia da rede e maior a diferenciação na audiência, o que supostamente poderia ser bom para o candidato, uma vez que está atingindo não apenas um único grupo. Ah, os grupos aparecem divididos por Coeficiente de Clusterização. Usei o Clausett-Newman-Moore.
  • Todas as chapas não usam o Twitter de forma conversacional. Coletando os dados das conversações, obtive pouquíssimas conversações com a rede em todos os casos. As contas, portanto, estão mais preocupadas em informar.
  • Os nós maiores representam a conta coletada.
  • Para ver a imagem em tamanho maior, clique no grafo.


Chapa 1 - Manoel e Márcia (A UFPel que você quer). Conta: @manoelemarcia. Seguidores: 148

Essa foi a chapa que parece abarcar, entre os seguidores, o maior número de grupos. Embora várias das contas pareçam inativas (com poucos tweets/nenhum tweet), tem um grande número de seguidores com também um grande número de seguidores, o que tecnicamente amplifica a audiência.

manoelmarciacurvadogrupos.png

Chapa 2 - Odir e Alexandre (Juntos pela UFPel). Conta: @juntospelaufpel. Seguidores: 53

A conta dessa chapa concentra dois grandes grupos de seguidores: Aquelas da Computação/Informática/Tecnologia (azul claro) e aquelas da ESEF (Escola de Educação Física)(azul escuro), que são as áreas dos candidatos. É um grupo bastante fechado de pessoas, entretanto, bastante ativo.

odirseguidorescurvo.png

Chapa 3 - Luciane e Margarida (Universidade Viva). Conta: @vivaufpel. Seguidores: 76

O grafo dessa chapa é bem semelhante ao da anterior. Há concentração de grupos de seguidores, notadamente entre Enfermagem (verde) e Meteorologia (azul). Suponho também que sejam as sedes dos candidatos. Também aparecem grupos fechados no grafo, entretanto, com mais grupos que a chapa anterior.

vivaufpelseguidorescurva.png

Chapa 4 - Mauro e Carlos Rogério (Reconstrução).(Essa contra agora mudou de nome p/ @MovReconstrução. Qdo coletei os dados, entretanto, o nome era @reconstruir_) Seguidores: 80

Essa é a conta mais clusterizada de todas. Interessantemente, apesar do destaque de dois grandes grupos que eu não consegui divisar direito porque há muita conta interna da UFPel, além de um grande número de contas vinculadas a veículos/blogs e pessoas da mídia. Basicamente, os grupos aqui seriam "UFPel"(contas vinculadas a cursos, docentes, setores e etc.) e "não-UFPel"(contas externas).

reconstruirgruposcurvo.png

Chapa 6 - UFPel plural e participativa (Eliana e Miguel). Conta: @plural_ufpel

chapa6.png

Essa foi a chapa com o menor número de seguidores (só 23) e por isso o grafo também ficou pequeno e pouco produtivo em termos de números. Entretanto, também temos dois grupos claros (interno e externo à UFPel, como na chapa anterior).

Outros Dados:

redesreitoriaufpel.jpg

A tabela acima faz um resumo dos dados coletados. Temos o número da chapa em cima, o número de seguidores, o que eu chamei de "reach" que é o número total de nós da rede (1,5 grau de separação, ou seja, o número de nós que apareceu na coleta de dados e que de alguma forma está conectado à conta em questão), o grau de clusterização (quanto mais conectados estão os nós uns aos outros na rede, maior o grau).

O que esses elementos parecem dizer na minha interpretação: Número de seguidores é a possível audiência real que o nó tem, obviamente, quanto maior melhor seria (ressalvas que nem sempre número=efetiva atenção e podem aparecer contas inativas/spam); Reach é outra medida possível de audiência em termos de rede, uma vez que indica quantos nós estão efetivamente conectados à conta em 1,5 graus (também parece ser da ordem do quanto maior, melhor, mas com a mesma ressalva anterior), creio que poderíamos chamar de audiência potencial; e o grau de clusterização pode indicar o quao homogênea é a rede em questão. Neste caso, um número mais alto pode ser ruim (menos audiência diferenciada) e bom (maior engajamento dos pares na campanha).

Todas as contas usam pouco o Twitter para construir relacionamento com os seguidores. Há vários nós comuns a todas as contas (suponho que pessoas indecisas, setores interessados em acompanhar o debate e etc.). Entretanto, a conta que mais tem seguidores internos à UFPel é a @reconstruir_. A conta que tem maior número de seguidores e que parece ter maior audiência é a @manoelemarcia e a que mais reverbera (mais RTs e mais participação) parece ser a do @juntospelaUFPel. Importante salientar que esses dados foram coletados durante estas últimas duas semanas e que, portanto, podem não refletir mais a campanha na sua integralidade.

Pretendo fazer mais algumas coletas em momentos mais próximos ao final da campanha e às eleições. Vamos ver o que aparece e como os dados posteriores podem ser comparados a estes. Ah sim, se alguém souber as contas do Twitter das demais chapas, pode me enviar um email (ali em cima, embaixo da foto). Os comentários não estão funcionando. :-(

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2012-04-29T08:54:20-03:00
STF, Mídias Sociais e Democracia (parte 2): Hashtags http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/stf_midias_sociais_e_democracia_parte_2_hashtags.html Já faz algum tempo que o estudo dos TTs (Trending Topics) e das hashtags no Twitter tem capturado a minha atenção. Junto com os dados a respeito do julgamento do STF a respeito da permissão do aborto nos casos de anencefalia, peguei também as hashtags com alguns resultados interessantes.Os dados abaixo são realtivos a uma amostra de cerca de 126 mil tweets do primeiro dia de julgamento, coletados com o auxílio da ferramenta 140kit que estou testando. Foram citadas mais de 300 hashtags. Dessas, classifiquei as primeiras 100 (em freqüência de uso) apenas em "informativas"(aquelas que diziam respeito a veículos de mídia e à própria cobertura do julgamento), "favoráveis" (aquelas que claramente visavam destacar um posicionamento favorável à permissão, por exemplo, #afavordavidadasmulheres) e "contrárias" (aquelas que claramente buscavam destacar um posicionamento contrário à permissão, por exemplo, #afavordavida). Curiosamente, o número de tweets usando hashtags é imensamente maior entre aqueles cujo posicionamento era contrário à aprovação do aborto nesses casos do que daqueles que não eram. Foram 6427 tweets utilizando hashtags contrárias, dos quais 5840 usando apenas a hashtag #afavordavida que praticamente reinou nos TTs durante quase toda a votação no primeiro dia. (Foram 22 tags coletadas nessa amostra de 100). Isso mostra uma organização grande em torno daqueles indivíduos que buscavam trazer uma posição contrária, enquanto pouca ou nenhuma organização daqueles que buscavam trazer uma posição favorável (por exemplo, o tópico contrário mais citado tem apenas 526 tweets). Em números totais, foram 1490 tweets usando hashtags, entre 16 tags diferentes. Em uma observação empírica, notei que, de um modo geral, o público favorável ao aborto comportou-se de forma menos organizada, com comentários sem hashtags ou com hashtags próprias, sem uma grande organização clusterizada. Por outro lado, aqueles que eram contra realmente pareciam organizados em termos de protestar e firmar uma posição conjunta. Entre aqueles tweets informativos, a hashtag mais citada foi a #STF. Em seguida, vieram os veículos: #UOL, #Veja e #G1, nessa ordem. Aqui também tivemos 22 tags coletadas e mais de 1300 tweets que as utilizaram. Ainda sobraram hashtags de spam que têm aparecido em todo dataset focado em um tópico relevante que está na "pauta do dia" do Twitter e mais algumas cujo contexto não foi possível de ser reproduzido, mas todas com um número pequeno de tweets associados.... 5118@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ 140kit que estou testando.

Foram citadas mais de 300 hashtags. Dessas, classifiquei as primeiras 100 (em freqüência de uso) apenas em "informativas"(aquelas que diziam respeito a veículos de mídia e à própria cobertura do julgamento), "favoráveis" (aquelas que claramente visavam destacar um posicionamento favorável à permissão, por exemplo, #afavordavidadasmulheres) e "contrárias" (aquelas que claramente buscavam destacar um posicionamento contrário à permissão, por exemplo, #afavordavida).

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Curiosamente, o número de tweets usando hashtags é imensamente maior entre aqueles cujo posicionamento era contrário à aprovação do aborto nesses casos do que daqueles que não eram. Foram 6427 tweets utilizando hashtags contrárias, dos quais 5840 usando apenas a hashtag #afavordavida que praticamente reinou nos TTs durante quase toda a votação no primeiro dia. (Foram 22 tags coletadas nessa amostra de 100). Isso mostra uma organização grande em torno daqueles indivíduos que buscavam trazer uma posição contrária, enquanto pouca ou nenhuma organização daqueles que buscavam trazer uma posição favorável (por exemplo, o tópico contrário mais citado tem apenas 526 tweets). Em números totais, foram 1490 tweets usando hashtags, entre 16 tags diferentes. Em uma observação empírica, notei que, de um modo geral, o público favorável ao aborto comportou-se de forma menos organizada, com comentários sem hashtags ou com hashtags próprias, sem uma grande organização clusterizada. Por outro lado, aqueles que eram contra realmente pareciam organizados em termos de protestar e firmar uma posição conjunta.

Entre aqueles tweets informativos, a hashtag mais citada foi a #STF. Em seguida, vieram os veículos: #UOL, #Veja e #G1, nessa ordem. Aqui também tivemos 22 tags coletadas e mais de 1300 tweets que as utilizaram. Ainda sobraram hashtags de spam que têm aparecido em todo dataset focado em um tópico relevante que está na "pauta do dia" do Twitter e mais algumas cujo contexto não foi possível de ser reproduzido, mas todas com um número pequeno de tweets associados.

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(Hermes de Luna on abr 28, 2012 1:37 PM) Raquel, de certa forma, já havia percebido que as posições contrárias, sobre qualquer assuntos, geram mais hashtag. Essa constatação, por si só, demandaria um monitoramento especifico.

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2012-04-16T10:37:34-03:00
STF, Mídias Sociais e Democracia (parte 1) http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/stf_midias_sociais_e_democracia_parte_1.html Nos últimos dias estive acompanhando o julgamento, pelo STF, a respeito da permissão de interrupção da gravidez em casos de anencefalia. Esse foi um dos eventos onde, independentemente da opinião, a mídia social mostra seu caráter mais democrático. Coletei mais de 86 mil tweets a respeito do evento, via 140kit e pude analisar várias presenças, conversações e opiniões sendo propagadas. Em que pese a construção de arenas de conflito, em vários casos, a esfera pública criada pela mediação é evidentemente democrática. A Conectividade e as Redes Heterogêneas (ou heterófilas) Um dos elementos que me parece relevante considerar, em princípio, é a questão da conectividade. Grupos sociais tendem a ser bastante homogêneos, ou seja, a congregar indivíduos que tem backgrounds, crenças, classe social e etc. bastante semelhantes. Em geral, as pessoas com quem temos maior contato, ou seja, nossos laços mais fortes, costumam ser extremamente semelhantes a nós mesmos. A heterogeneidade é dada pelos laços mais fracos (pessoas que são diferentes de nós), com quem, no espaço offline, interagimos muito pouco. Um dos grandes fatores de mudança da mídia social é tornar as pessoas mais conectadas. A prática de adição de pessoas na rede torna a todos muito mais conectados e com isso, expõe os grupos a uma maior heterogeneidade. Ou seja, porque o Facebook, o Twitter e outros sites de redes sociais nos deixam mais conectados, eles também são capazes de nos colocar em contato com pessoas diferentes de nós e com opiniões e pontos de vista que nem sempre compartilhamos. Isso é potencialmente gerador de conflito? Claro. Mas também é potencialmente gerador de novas idéias, questionamentos e dúvidas. A Mídia Social e a Esfera Pública no Julgamento: Alguns Apontamentos Apenas para exemplificar essa questão, reproduzo abaixo um dos mapas que fiz a respeito dos tweets que continham palavras-chaves referentes ao julgamento (amostra de 4330 tweets, usando o NodeXL). Os nós estão aumentados pela quantidade de seguidores que foram influenciados pelos tweets (ou seja, quantas pessoas que seguiam A efetivamente tomaram parte na conversação). Quanto maior, mais pessoas. A cor dos nós representa a posição: Azul eram favoráveis, vermelhos eram contrários, verdes eram os veículos que estavam fazendo a cobertura. Para ver o grafo maior, basta clicar. Vejam que, curiosamente, ambos os lados estão interconectados. Há vários "usuários-pontes" que fazem essa interconexão por seguirem/comentarem/citarem posicionamentos diferentes. Há citações entre os defensores/críticos dos posicionamentos dos ministros. Também é interessante que entre os mais citados estão, justamente, os veículos que estavam fazendo a cobertura minuto a minuto, mostrando que houve um interesse generalizado em repassar essas informações. Para mim, são esses elementos que tornam a mídia social um importante espaço de difusão e debate de idéias. Nos próximos dias vou mostrar mais dados, como por exemplo, como os ministros do STF acabaram por tornar-se "celebridades" momentâneas durante o julgamento, tornado-se TTs, quais palavras foram mais associadas com essa perspectiva e que outros elementos nos informam mais a respeito dessa nova esfera pública.... 5114@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ via 140kit e pude analisar várias presenças, conversações e opiniões sendo propagadas. Em que pese a construção de arenas de conflito, em vários casos, a esfera pública criada pela mediação é evidentemente democrática.

A Conectividade e as Redes Heterogêneas (ou heterófilas)

Um dos elementos que me parece relevante considerar, em princípio, é a questão da conectividade. Grupos sociais tendem a ser bastante homogêneos, ou seja, a congregar indivíduos que tem backgrounds, crenças, classe social e etc. bastante semelhantes. Em geral, as pessoas com quem temos maior contato, ou seja, nossos laços mais fortes, costumam ser extremamente semelhantes a nós mesmos. A heterogeneidade é dada pelos laços mais fracos (pessoas que são diferentes de nós), com quem, no espaço offline, interagimos muito pouco. Um dos grandes fatores de mudança da mídia social é tornar as pessoas mais conectadas. A prática de adição de pessoas na rede torna a todos muito mais conectados e com isso, expõe os grupos a uma maior heterogeneidade. Ou seja, porque o Facebook, o Twitter e outros sites de redes sociais nos deixam mais conectados, eles também são capazes de nos colocar em contato com pessoas diferentes de nós e com opiniões e pontos de vista que nem sempre compartilhamos. Isso é potencialmente gerador de conflito? Claro. Mas também é potencialmente gerador de novas idéias, questionamentos e dúvidas.

A Mídia Social e a Esfera Pública no Julgamento: Alguns Apontamentos

Apenas para exemplificar essa questão, reproduzo abaixo um dos mapas que fiz a respeito dos tweets que continham palavras-chaves referentes ao julgamento (amostra de 4330 tweets, usando o NodeXL). Os nós estão aumentados pela quantidade de seguidores que foram influenciados pelos tweets (ou seja, quantas pessoas que seguiam A efetivamente tomaram parte na conversação). Quanto maior, mais pessoas. A cor dos nós representa a posição: Azul eram favoráveis, vermelhos eram contrários, verdes eram os veículos que estavam fazendo a cobertura.

seguidoresabortostf.png
Para ver o grafo maior, basta clicar.

Vejam que, curiosamente, ambos os lados estão interconectados. Há vários "usuários-pontes" que fazem essa interconexão por seguirem/comentarem/citarem posicionamentos diferentes. Há citações entre os defensores/críticos dos posicionamentos dos ministros. Também é interessante que entre os mais citados estão, justamente, os veículos que estavam fazendo a cobertura minuto a minuto, mostrando que houve um interesse generalizado em repassar essas informações. Para mim, são esses elementos que tornam a mídia social um importante espaço de difusão e debate de idéias.

Nos próximos dias vou mostrar mais dados, como por exemplo, como os ministros do STF acabaram por tornar-se "celebridades" momentâneas durante o julgamento, tornado-se TTs, quais palavras foram mais associadas com essa perspectiva e que outros elementos nos informam mais a respeito dessa nova esfera pública.

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(Agência Riot on abr 30, 2012 4:36 PM) Muito interessante o post relatanto a importância das redes sociais mostrando a sua opnião em assuntos polêmicos e o poder de mudar opniões. Parabéns pelo post e pelo acompanhamento dos tweets. Eduardo Leal

(João Marcelo de Rezende on mai 3, 2012 8:28 PM) Parabéns pela interpretação dos dados e leitura sociológica do fato!

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2012-04-13T10:04:01-03:00
Trackeando memes: #DesafioSubCelebridade http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/trackeando_memes_desafiosubcelebridade.html Pensando um pouco sobre os conceitos de influência, influenciadores e redes sociais nos últimos tempos, ando coletando comportamentos associadoss a memes e a difusão de idéias. Recentemente, trackeei um meme criado no Twitter, o #DesafioSubCelebridade. A questão pra mim é entender quem influencia a propagação do que. Aparentemente, ter muitos seguidores não é necessariamente uma relação direta com influência, como esse trabalho já mostrou. Mas fico pensando o quanto a visibilidade de usuários ativos não pode implicar em influência na criação de TTs. Pois bem, estudando a difusão da tag #DesafioSubCelebridade, temos cerca de 8 mil tweets citando-a durante um período curto de tempo, ao longo de um dia, (o que garantiu a sua estada nos TTs brasileiros por várias horas). Mapeando os usuários mais influentes em termos de menções e retweets dos primeiros quatro mil tweets temos claramente o aparecimento de usuários muito bem conectados como aqueles que fundamentalmente deram visibilidade para o meme: @bicmuller, @naosalvo, @bobagento e @pecesiqueira . Esses usuários foram os mais citados e retuitados no início do meme. Talvez os RTs de suas postagens tenham influenciado a propagação do meme e estimulado outras pessoas a também repassá-lo. No mapa abaixo, temos as citações. E nesse mapa, a seguir, vemos como esses usuários influenciaram suas conexões. Vejam que o meme espalhou-se entre pessoas que se seguiam entre si e que inicialmente influenciam laços mais próximos (indicados pela clusterização) de atores que estão interconectados. De uma certa forma, isso parece corrobar a idéia de que determinados tipos de influenciadores com muitos seguidores podem sim dar visibilidade para algumas idéias. A questão é: quais? Em termos de memes engraçados e divertidos, parece funcionar bem com influenciadores muito conectados. Mas e em outros tipos de memes? E com outros tipos de informação? Basta o meme ser legal para despertar a atenção das pessoas ou é preciso uma ação no sentido de popularizá-lo? Questões para futuro debate. :)... 5113@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ o #DesafioSubCelebridade. A questão pra mim é entender quem influencia a propagação do que. Aparentemente, ter muitos seguidores não é necessariamente uma relação direta com influência, como esse trabalho já mostrou. Mas fico pensando o quanto a visibilidade de usuários ativos não pode implicar em influência na criação de TTs.

Pois bem, estudando a difusão da tag #DesafioSubCelebridade, temos cerca de 8 mil tweets citando-a durante um período curto de tempo, ao longo de um dia, (o que garantiu a sua estada nos TTs brasileiros por várias horas).

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Mapeando os usuários mais influentes em termos de menções e retweets dos primeiros quatro mil tweets temos claramente o aparecimento de usuários muito bem conectados como aqueles que fundamentalmente deram visibilidade para o meme: @bicmuller, @naosalvo, @bobagento e @pecesiqueira . Esses usuários foram os mais citados e retuitados no início do meme. Talvez os RTs de suas postagens tenham influenciado a propagação do meme e estimulado outras pessoas a também repassá-lo. No mapa abaixo, temos as citações.

desafiosubcelebridade2.png

E nesse mapa, a seguir, vemos como esses usuários influenciaram suas conexões. Vejam que o meme espalhou-se entre pessoas que se seguiam entre si e que inicialmente influenciam laços mais próximos (indicados pela clusterização) de atores que estão interconectados.

desafiosubcelebridadeseguidores.png

De uma certa forma, isso parece corrobar a idéia de que determinados tipos de influenciadores com muitos seguidores podem sim dar visibilidade para algumas idéias. A questão é: quais? Em termos de memes engraçados e divertidos, parece funcionar bem com influenciadores muito conectados. Mas e em outros tipos de memes? E com outros tipos de informação? Basta o meme ser legal para despertar a atenção das pessoas ou é preciso uma ação no sentido de popularizá-lo? Questões para futuro debate. :)

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(Arthur on mai 3, 2012 2:46 AM) Raquel, penso que a popularização tem a ver com o grupo que os usuários fazem parte, tipo. os TTs citados do exemplo são voltados para o humor, o que acho mais fácil de espalhar do que outros memes (falando na internet). B. F. SKINNER diz que: "A evolução dos processos através dos quais o comportamento se modifica também precisa ser explicada. Um exemplo inicial deve ter sido a imitação". e "A imitação filogenética poderia ser definida como se comportar como outro organismo está se comportando, sem nenhuma razão ambiental alternativa. Mas alguma outra razão pode ter sido inicialmente necessária". acho q é por ai.

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2012-04-11T10:16:26-03:00
A Conversação em Rede: Em breve :) http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/a_conversacao_em_rede_em_breve_.html 5112@http://www.pontomidia.com.br/raquel/

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(Andréa da Luz on mai 3, 2012 2:46 PM) Olá, Raquel, tudo bem? Assisti uma palestra sua sobre redes sociais em 2010 durante o Intercom em Novo Hamburgo e gostei muito. Estou começando a escrever projeto de doutorado nessa área e gostaria muito (se possível) de ser avisada qdo esse seu novo livro for lançado. Vc chega a falar algo sobre o Youtube? abs e sucesso!

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2012-04-03T08:25:42-03:00
Chamada de Trabalhos p/ o VII SENALE http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/chamada_de_trabalhos_p_o_vii_senale.html VII Seminário Nacional Sobre Linguagem e Ensino (VII SENALE) Ensino e linguagem: novos desafios Universidade Católica de Pelotas Pelotas/RS – 3, 4 e 5 de outubro de 2012 APRESENTAÇÃO O VII Seminário Nacional sobre Linguagem e Ensino de Línguas (VII SENALE), cujo tema é “Ensino e linguagem: novas desafios”, será realizado de 3 a 5 outubro de 2012, numa promoção do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Católica de Pelotas. A proposta é dar continuidade ao trabalho que tem norteado historicamente a sua realização, qual seja o de proporcionar, além da maior interação possível entre professores dos diferentes níveis de ensino e pesquisadores de instituições universitárias, uma reflexão sobre problemas ligados ao ensino de língua materna e de língua estrangeira. Sua direção é essencialmente pragmática, propondo-se a criar condições para o debate sobre a intervenção das diferentes teorias lingüísticas no processo ensino-aprendizagem de línguas, enfrentando, nesta nova edição, os novos desafios decorrentes das mudanças operadas pela contemporaneidade na língua(gem). Confrontar os avanços científicos e tecnológicos com a realidade da sala de aula poderá servir para inovar, mas também para relativizar posições e concepções acerca da viabilidade e aplicabilidade desses conhecimentos para o desenvolvimento das aulas de língua materna e de línguas estrangeiras. As estratégias previstas na organização do evento prevêem o entrecruzamento da produção científica com as práticas pedagógicas e deverão se constituir numa intervenção benéfica no campo das práticas de ensino de línguas, seja propondo novas formas, questionando-as ou comparando-as com as já estabelecidas. Para isso, propõe-se uma programação que contemple a dimensão pragmática das atuais e principais concepções lingüísticas, suas possibilidades e limites de aplicação no que diz respeito ao processo ensino-aprendizagem de línguas. Haverá palestras, mesas-redondas, conferências, comunicações (individuais e coordenadas) e minicursos a serem desenvolvidos por pesquisadores de diferentes instituições universitárias do país. Modalidades de apresentação São as seguintes as modalidades previstas para a apresentação das propostas, que deverão ser feitas online no site do evento a ser divulgado em breve: Comunicações individuais Simpósios Normas para a elaboração e submissão das propostas As comunicações individuais e simpósios deverão respeitar os eixos temáticos propostos, devendo os autores indicar no texto do resumo a qual eixo sua comunicação se destina. Comunicação Individual: resumo, de no máximo 300 palavras, cerca de 24 linhas, , nome e sobrenome do comunicador por extenso e à esquerda, seguido da instituição entre parênteses, três palavras-chave; Simpósios: o nome do coordenador, instituição, título e resumo da temática e títulos e resumos de cada trabalho, num máximo de 5, paraum turno, e de 10, para 2. Somente poderão propor Simpósios doutores ou doutorandos. Podem ter mais de um coordenador, desde que de instituições diferentes. Os resumos deverão seguir as normas para comunicação individual. Linhas temáticas Aquisição de linguagem, variação e ensino: um balanço Ensino e novos perfis dos professores: propostas Dialogismo, gêneros e ensino: perspectivas Discurso, enunciação e ensino: rumos Gênero social, linguagens e ensino: um panorama Linguagem, cognição e ensino: novos espaços Linguagem, semiótica e ensino: interfaces Linguagens e letramentos: questões Tecnologias e ensino: novas perspectivas Variação linguística, identidades e ensino: reflexões Prazos No interesse dos proponentes, para que tenham tempo de encaminhar solicitações de auxílio, os resumos das comunicações, submetidos até 30 de maio, serão respondidos até 30 de junho, através de informe eletrônico. O último prazo para envio das propostas é 15 de junho, com o compromisso da Comissão Científica em dar uma resposta até 15 de julho. A aceitação do trabalho, neste último caso, dependerá não só do mérito da proposta, mas também das limitações de espaço e tempo disponíveis na grade da programação. Publicação Haverá duas formas de publicação dos trabalhos: em CD-ROM e em livro. No CD-ROM, todos os trabalhos entregues durante o Seminário serão publicados integralmente, sem revisão pelos editores, mas com indexação automática (incluindo palavras do texto, nome dos autores, tabelas, gráficos, figuras, etc.). Para o livro, haverá uma seleção dos trabalhos, que serão avaliados por especialistas da área a serem convidados pela Comissão Científica do evento e posteriormente revisados, editados e publicados. Os trabalhos deverão seguir as normas da ABNT e ser entregues no dia da apresentação em cópia impressa e em disquete. Investimento Pesquisadores e Professores Até 30/07/2012 R$ 100,00 Após 30/07/2012 R$ 130,00 Alunos de Pós-Graduação Até 30/07/2012 R$ 80,00 Após 30/07/2012 R$ 100,00 Alunos de Graduação Até 30/07/2012 R$ 50,00 Após 30/07/2012 R$ 70,00 Professores Municipais e Estaduais Até 30/07/2012 R$ 50,00 Após 30/07/2012 R$ 70,00 Demais interessados Até 30/07/2012 R$ 130,00 Após 30/07/2012 R$ 150,00 Endereço para contato Programa de Pós-Graduação em Letras Rua Félix da Cunha, 425 CEP: 96010-000 Telefone: (53) 21288242 E-mail: senale@@ucpel.tche.br COMISSÃO ORGANIZADORA Adail Sobral Aracy Ernst (presidente) Vilson Leffa COMISSÃO CIENTÍFICA Adriana Fischer Andréia Rauber Carmen Matzenauer Eliane Campello Fabiane Marroni Hilário Bohn Márcia Zimmer Raquel Recuero... 5110@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ VII Seminário Nacional Sobre Linguagem e Ensino (VII SENALE)
Ensino e linguagem: novos desafios

Universidade Católica de Pelotas
Pelotas/RS – 3, 4 e 5 de outubro de 2012

APRESENTAÇÃO

O VII Seminário Nacional sobre Linguagem e Ensino de Línguas (VII SENALE), cujo tema é “Ensino e linguagem: novas desafios”, será realizado de 3 a 5 outubro de 2012, numa promoção do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Católica de Pelotas.

A proposta é dar continuidade ao trabalho que tem norteado historicamente a sua realização, qual seja o de proporcionar, além da maior interação possível entre professores dos diferentes níveis de ensino e pesquisadores de instituições universitárias, uma reflexão sobre problemas ligados ao ensino de língua materna e de língua estrangeira.

Sua direção é essencialmente pragmática, propondo-se a criar condições para o debate sobre a intervenção das diferentes teorias lingüísticas no processo ensino-aprendizagem de línguas, enfrentando, nesta nova edição, os novos desafios decorrentes das mudanças operadas pela contemporaneidade na língua(gem). Confrontar os avanços científicos e tecnológicos com a realidade da sala de aula poderá servir para inovar, mas também para relativizar posições e concepções acerca da viabilidade e aplicabilidade desses conhecimentos para o desenvolvimento das aulas de língua materna e de línguas estrangeiras.

As estratégias previstas na organização do evento prevêem o entrecruzamento da produção científica com as práticas pedagógicas e deverão se constituir numa intervenção benéfica no campo das práticas de ensino de línguas, seja propondo novas formas, questionando-as ou comparando-as com as já estabelecidas.

Para isso, propõe-se uma programação que contemple a dimensão pragmática das atuais e principais concepções lingüísticas, suas possibilidades e limites de aplicação no que diz respeito ao processo ensino-aprendizagem de línguas. Haverá palestras, mesas-redondas, conferências, comunicações (individuais e coordenadas) e minicursos a serem desenvolvidos por pesquisadores de diferentes instituições universitárias do país.

Modalidades de apresentação

São as seguintes as modalidades previstas para a apresentação das propostas, que deverão ser feitas online no site do evento a ser divulgado em breve:

  1. Comunicações individuais
  2. Simpósios


Normas para a elaboração e submissão das propostas

As comunicações individuais e simpósios deverão respeitar os eixos temáticos propostos, devendo os autores indicar no texto do resumo a qual eixo sua comunicação se destina.

  • Comunicação Individual: resumo, de no máximo 300 palavras, cerca de 24 linhas, , nome e sobrenome do comunicador por extenso e à esquerda, seguido da instituição entre parênteses, três palavras-chave;

  • Simpósios: o nome do coordenador, instituição, título e resumo da temática e títulos e resumos de cada trabalho, num máximo de 5, paraum turno, e de 10, para 2. Somente poderão propor Simpósios doutores ou doutorandos. Podem ter mais de um coordenador, desde que de instituições diferentes. Os resumos deverão seguir as normas para comunicação individual.


Linhas temáticas

Aquisição de linguagem, variação e ensino: um balanço
Ensino e novos perfis dos professores: propostas
Dialogismo, gêneros e ensino: perspectivas
Discurso, enunciação e ensino: rumos
Gênero social, linguagens e ensino: um panorama
Linguagem, cognição e ensino: novos espaços
Linguagem, semiótica e ensino: interfaces
Linguagens e letramentos: questões
Tecnologias e ensino: novas perspectivas
Variação linguística, identidades e ensino: reflexões

Prazos

No interesse dos proponentes, para que tenham tempo de encaminhar solicitações de auxílio, os resumos das comunicações, submetidos até 30 de maio, serão respondidos até 30 de junho, através de informe eletrônico. O último prazo para envio das propostas é 15 de junho, com o compromisso da Comissão Científica em dar uma resposta até 15 de julho. A aceitação do trabalho, neste último caso, dependerá não só do mérito da proposta, mas também das limitações de espaço e tempo disponíveis na grade da programação.

Publicação

Haverá duas formas de publicação dos trabalhos: em CD-ROM e em livro. No CD-ROM, todos os trabalhos entregues durante o Seminário serão publicados integralmente, sem revisão pelos editores, mas com indexação automática (incluindo palavras do texto, nome dos autores, tabelas, gráficos, figuras, etc.). Para o livro, haverá uma seleção dos trabalhos, que serão avaliados por especialistas da área a serem convidados pela Comissão Científica do evento e posteriormente revisados, editados e publicados. Os trabalhos deverão seguir as normas da ABNT e ser entregues no dia da apresentação em cópia impressa e em disquete.

Investimento

Pesquisadores e Professores
Até 30/07/2012
R$ 100,00
Após 30/07/2012
R$ 130,00
Alunos de Pós-Graduação
Até 30/07/2012
R$ 80,00
Após 30/07/2012
R$ 100,00
Alunos de Graduação
Até 30/07/2012
R$ 50,00
Após 30/07/2012
R$ 70,00
Professores Municipais e Estaduais
Até 30/07/2012
R$ 50,00
Após 30/07/2012
R$ 70,00
Demais interessados
Até 30/07/2012
R$ 130,00
Após 30/07/2012
R$ 150,00


Endereço para contato
Programa de Pós-Graduação em Letras
Rua Félix da Cunha, 425
CEP: 96010-000
Telefone: (53) 21288242
E-mail: senale@@ucpel.tche.br

COMISSÃO ORGANIZADORA
Adail Sobral
Aracy Ernst (presidente)
Vilson Leffa


COMISSÃO CIENTÍFICA

Adriana Fischer
Andréia Rauber
Carmen Matzenauer
Eliane Campello
Fabiane Marroni
Hilário Bohn
Márcia Zimmer
Raquel Recuero

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2012-03-19T08:20:49-03:00
Connected Learning http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/connected_learning.html Semana passada aconteceu, em San Francisco (EUA) o congresso do Digital Media and Learning 2012 , organizado pelo grupo do Digital Media and Learning Iniciativa e do DML Central (do qual participo). O grupo é dedicado a discutir e promover iniciativas de aprendizado/troca de experiências/ informações cujo foco seja o uso da mídia digital na educação. Pois bem, no evento, foi lançada uma nova iniciativa do grupo que é coordenado pela Mimi Ito, o Conncted Learning, com uma rede de pesquisa e um site para a comunidade. Aprendendo em Rede O princípio da iniciativa é mudar o modo de ver a educação, pensando em novas formas de desenhar e produzir experiências de aprendizado. O ponto principal é que aprender é parte de todos nós e que a midia digital pode proporcionar experiências realmente inovadoras de aprendizado. O ponto fundamental de mudança que o Connected Learning traz e que pra mim é o essencial é que a mídia digital é uma facilitadora. O problema não é mais a informação, o conteúdo que precisa ser entregue, mas o modo de se construir o aprendizado. Com isso, a proposta é facilitar, proporcionar, criar ambientes que auxiliem as pessoas com interesses semelhantes a conectar-se e aprender juntas. Com isso, o aprendizado em rede é pensar a educação como uma rede de pessoas, instituições e conhecimento; é um processo de guiar a participação; integrar diversos elementos da sociedade que não necessariamente estão ligados diretamente à educação em si e mesmo, criar as condições para a construção coletiva do conhecimento são algumas das coisas que a proposta visa discutir. Princípios O Connected Learning é guiado por uma série de princípios. Há três princípios de aprendizado que norteiam o Connected Learning: a) Interest-Powered (Alimentação pelo interesse) - Pra mim esse é o mais fundamental dos princípios. Quem dirige o aprendizado somos nós mesmos com base no nosso interesse. Aquilo que buscamos porque queremos é poderoso em termos de aprendizado. O interesse é que alimenta a nossa busca pela informação. A mídia digital contém hoje uma quantidade imensa de informações que são mediadas pelo nosso interesse. b) Peer-supported (suporte de pares) - Com interesses em comum é muito mais fácil a gente conseguir encontrar pessoas que auxiliem de forma direta e indireta aquilo que buscamos em termos de aprendizado. Aprendemos conectados a outras pessoas. E a mídia digital suporta esse encontro, principalmente pela mídia social. c) Academically oriented (orientação acadêmica) - O princípio é que essa experiência é conduzida por pesquisas e pelo conhecimento acadêmico. Os princípios de design que guiam o CL são: A) Centramento na produção, b) abertura de redes e c) propósitos comuns. Finalmente, o mais importante, são os princípios centrais da experiência: Igualdade: Abertura das oportunidades de educação para todos; Conexão Social: O aprendizado é relevante quando parte de relações sociais e práticas comuns das pessoas, de suas culturas e suas identidades. Participação Total: Os ambientes de aprendizado, a vida social e civil das sociedades crescem quando há membros engajados e participantes ativos do processo. Site e Webinars Essa é um pouco da perspectiva filosófica por trás do Connected Learning. Mas não é só isso. A iniciativa está proporcionando Webinars semanais para trazer elementos para a discussão, divulgando casos, divulgando suas pesquisas e criando arquivos de fontes que são interessantes para todos os educadores. Acho que vale a pena conferir o site, os webinars e os arquivos. A idéia é central para todos nós e pra mim, é particularmente relevante, porque reflete um pouco do que eu também acredito que deva ser a grande mudança da Educação no século XXI.... 5109@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ Semana passada aconteceu, em San Francisco (EUA) o congresso do Digital Media and Learning 2012 , organizado pelo grupo do Digital Media and Learning Iniciativa e do DML Central (do qual participo). O grupo é dedicado a discutir e promover iniciativas de aprendizado/troca de experiências/ informações cujo foco seja o uso da mídia digital na educação. Pois bem, no evento, foi lançada uma nova iniciativa do grupo que é coordenado pela Mimi Ito, o Conncted Learning, com uma rede de pesquisa e um site para a comunidade.

Aprendendo em Rede

O princípio da iniciativa é mudar o modo de ver a educação, pensando em novas formas de desenhar e produzir experiências de aprendizado. O ponto principal é que aprender é parte de todos nós e que a midia digital pode proporcionar experiências realmente inovadoras de aprendizado. O ponto fundamental de mudança que o Connected Learning traz e que pra mim é o essencial é que a mídia digital é uma facilitadora. O problema não é mais a informação, o conteúdo que precisa ser entregue, mas o modo de se construir o aprendizado. Com isso, a proposta é facilitar, proporcionar, criar ambientes que auxiliem as pessoas com interesses semelhantes a conectar-se e aprender juntas. Com isso, o aprendizado em rede é pensar a educação como uma rede de pessoas, instituições e conhecimento; é um processo de guiar a participação; integrar diversos elementos da sociedade que não necessariamente estão ligados diretamente à educação em si e mesmo, criar as condições para a construção coletiva do conhecimento são algumas das coisas que a proposta visa discutir.

Princípios

O Connected Learning é guiado por uma série de princípios. Há três princípios de aprendizado que norteiam o Connected Learning: a) Interest-Powered (Alimentação pelo interesse) - Pra mim esse é o mais fundamental dos princípios. Quem dirige o aprendizado somos nós mesmos com base no nosso interesse. Aquilo que buscamos porque queremos é poderoso em termos de aprendizado. O interesse é que alimenta a nossa busca pela informação. A mídia digital contém hoje uma quantidade imensa de informações que são mediadas pelo nosso interesse. b) Peer-supported (suporte de pares) - Com interesses em comum é muito mais fácil a gente conseguir encontrar pessoas que auxiliem de forma direta e indireta aquilo que buscamos em termos de aprendizado. Aprendemos conectados a outras pessoas. E a mídia digital suporta esse encontro, principalmente pela mídia social. c) Academically oriented (orientação acadêmica) - O princípio é que essa experiência é conduzida por pesquisas e pelo conhecimento acadêmico. Os princípios de design que guiam o CL são: A) Centramento na produção, b) abertura de redes e c) propósitos comuns. Finalmente, o mais importante, são os princípios centrais da experiência:
  • Igualdade: Abertura das oportunidades de educação para todos;
  • Conexão Social: O aprendizado é relevante quando parte de relações sociais e práticas comuns das pessoas, de suas culturas e suas identidades.
  • Participação Total: Os ambientes de aprendizado, a vida social e civil das sociedades crescem quando há membros engajados e participantes ativos do processo.


Site e Webinars

Essa é um pouco da perspectiva filosófica por trás do Connected Learning. Mas não é só isso. A iniciativa está proporcionando Webinars semanais para trazer elementos para a discussão, divulgando casos, divulgando suas pesquisas e criando arquivos de fontes que são interessantes para todos os educadores. Acho que vale a pena conferir o site, os webinars e os arquivos. A idéia é central para todos nós e pra mim, é particularmente relevante, porque reflete um pouco do que eu também acredito que deva ser a grande mudança da Educação no século XXI.

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2012-03-07T08:19:51-03:00
Capítulo Extra Redes Sociais na Internet http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/capitulo_extra_redes_sociais_na_internet.html Pessoal, acabei de disponibilizar o capítulo extra da segunda edição do "Redes Sociais na Internet" aqui. É uma versão rascunho, portanto, com alguns errinhos, mas complementa quem comprou/baixou a primeira edição.... 5107@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ aqui. É uma versão rascunho, portanto, com alguns errinhos, mas complementa quem comprou/baixou a primeira edição.

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(Adriana Novais on mar 13, 2012 8:37 PM) Obrigada, Raquel! Estou concluindo a leitura de Redes sociais na Internet, para o embasamento da minha pesquisa. Seu livro é muito bom, de leitura que nos prende do principio ao fim. Devorei 50 páginas em um dia!! Fico feliz de encontrar aqui uma continuidade. Abraço!

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2012-02-18T09:22:51-03:00
Sobre jogos, Facebook e apropriação http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sobre_jogos_facebook_e_apropriacao.html Em 2009, tive a oportunidade de realizar um longo trabalho para uma empresa americana de jogos para o Facebook. Nesse trabalho, pude estudar a fundo vários jogos e vários usuários e compreender um pouco da dinâmica dessas práticas sociais e sua evolução (um dos textos está aqui). Hoje, estava lendo várias matérias sobre a Zynga e o fato de que os jogos antigos ainda são os mais rentáveis da companhia, sobre a questão das práticas de jogo e do aumento pequeno do número de jogadores. Fiquei pensando em uma série de coisas que eu aprendi em 2009 e que ainda parecem relevantes. Os jogos, as redes e os Sites de Rede Social Em primeiro lugar, os jogos da Zynga, como a maior parte dos "jogos sociais" (aqui me refiro aos jogos que funcionam prioritariamente em SRSs) são bastante simplificados. Os mecanismos de jogo, os gráficos e etc. são muito aquém daqueles que os gammers estão acostumados. Por isso, são jogos que atingem outra fatia da população, o jogador "casual", ou seja, quem só quer jogar um pouquinho para desestressar e não está interessado em "terminar" o jogo ou mesmo ficar horas para conseguir alguma recompensa (o perfil do jogador é diferente, embora vários acabem ficando jogando por várias horas). Além disso, esses jogos têm um claro apelo social: boa parte da diversão vem do fato de seus amigos também jogarem, de uma rede social "adotar" o jogo. A grande questão aqui é que as redes sociais interagem com o jogo criando novos sentidos e novas práticas, que constituem na apropriação. Assim, jogos como o Mafia Wars, o primeiro grande sucesso da Zynga, só funcionaram porque os usuários construíram um "mundo" além do jogo (falei sobre isso aqui), uma imensa participação da rede fora do sistema da Zynga e dentro do próprio Facebook. O Farmville, do mesmo modo, também é um jogo que teve uma rica apropriação fora dele, através da personalização das fazendinhas, da competição pela aparência da mesma e de outros sentidos criados pelos usuários O principal problema é que essa apropriação não é garantida. Não há fórmulas mágicas para fazer um jogo social de sucesso. A cada novo jogo criado, mudam-se as configurações do sistema, mudam-se os usuários. Isso porque esses jogos são dependentes das práticas das redes no Facebook, e essas práticas estão sempre mudando. O Facebook de hoje não é o mesmo de seis meses atrás e nem o mesmo do ano passado. Muito menos o mesmo de 2008 e 2009, quando Mafia Wars e o Farmville explodiram. O que eu quero dizer com isso? Novas apropriações surgem o tempo todo e vão mudando o sistema e isso reflete nas práticas sociais que refletem também nos jogos. Enquanto em 2009 o FB era largamente usado para jogar aqui no BR, e os aplicativos constituiam-se na parte mais interessante do sistema, hoje há outros espaços disputando a atenção, como a própria timeline que, com a possibilidade de bloquear as inúmeras chamadas/informações dos jogos também contribuiu para essa mudança. Por outro lado, outras formas de disputar a atenção emergiram, como os memes (que todo mundo reclama, mas continua olhando). Essas mudanças de configuração no sistema afetam também o modo através do qual as pessoas vêem os jogos e o engajamento neles. Aprender a adaptar Ou seja, meu argumento é que não é surpreendente que os novos jogos da Zynga baseados na mesma fórmula e com elementos quase iguais não estejam, nessas configurações atuais do FB, indo tão bem quanto os antigos. Embora meu exemplo aqui seja focado na apropriação brasileira, vejo indícios semelhantes de uso em outros países. Não é que a fórmula canse. É que o sistema mudou e novas coisas passam a ocupar o tempo das pessoas. Vejam, não estou dizendo que os jogos vão acabar, apenas fazendo uma consideração a respeito da inovação e da influência das apropriações das redes no pré-existente. O capital social muda suas formas de imbricar-se na rede. Os valores mudam. Acredito que ainda há muito espaço para os jogos sociais, mas é preciso observar a apropriação dos usuários para poder manter a inovação. A adaptação é fundamental. A questão-chave aqui é que penso que é uma lição válida para todos que trabalham com mídia social: O sistema está sempre mudando. E quando eu digo sempre, quero dizer SEMPRE mesmo. O que deu certo ontem pode não dar hoje. O que provou ser uma fórmula de sucesso por dois meses pode subitamente resultar em fracasso. De novo: não há formulas máginas. Pra mim, a única forma de entender a mídia social é estar SEMPRE ouvindo o usuário, sempre observando o usuário e estar sempre atento ao que está acontecendo no sistema. As práticas de jogo nos sites de rede social, como todas as práticas nessas ferramentas estão SEMPRE mudando. E é preciso adaptar as propostas, criando condições para que as apropriações surjam, com base naquilo que são os valores de capital social no sistema. Assim, é preciso adaptar-se constantemente, e nunca perder de vista o campo e as mudanças que emergem nele. Para acompanhar mais sobre jogos sociais: Quem tem estudado mais a fundo os jogos é a Rebeca Rebs. Inside Social Games Dados dos jogos no Facebook.... 5106@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ 166384-farmville-pacman-mario.jpgEm 2009, tive a oportunidade de realizar um longo trabalho para uma empresa americana de jogos para o Facebook. Nesse trabalho, pude estudar a fundo vários jogos e vários usuários e compreender um pouco da dinâmica dessas práticas sociais e sua evolução (um dos textos está aqui). Hoje, estava lendo várias matérias sobre a Zynga e o fato de que os jogos antigos ainda são os mais rentáveis da companhia, sobre a questão das práticas de jogo e do aumento pequeno do número de jogadores. Fiquei pensando em uma série de coisas que eu aprendi em 2009 e que ainda parecem relevantes.

Os jogos, as redes e os Sites de Rede Social

Em primeiro lugar, os jogos da Zynga, como a maior parte dos "jogos sociais" (aqui me refiro aos jogos que funcionam prioritariamente em SRSs) são bastante simplificados. Os mecanismos de jogo, os gráficos e etc. são muito aquém daqueles que os gammers estão acostumados. Por isso, são jogos que atingem outra fatia da população, o jogador "casual", ou seja, quem só quer jogar um pouquinho para desestressar e não está interessado em "terminar" o jogo ou mesmo ficar horas para conseguir alguma recompensa (o perfil do jogador é diferente, embora vários acabem ficando jogando por várias horas). Além disso, esses jogos têm um claro apelo social: boa parte da diversão vem do fato de seus amigos também jogarem, de uma rede social "adotar" o jogo.

A grande questão aqui é que as redes sociais interagem com o jogo criando novos sentidos e novas práticas, que constituem na apropriação. Assim, jogos como o Mafia Wars, o primeiro grande sucesso da Zynga, só funcionaram porque os usuários construíram um "mundo" além do jogo (falei sobre isso aqui), uma imensa participação da rede fora do sistema da Zynga e dentro do próprio Facebook. O Farmville, do mesmo modo, também é um jogo que teve uma rica apropriação fora dele, através da personalização das fazendinhas, da competição pela aparência da mesma e de outros sentidos criados pelos usuários

O principal problema é que essa apropriação não é garantida. Não há fórmulas mágicas para fazer um jogo social de sucesso. A cada novo jogo criado, mudam-se as configurações do sistema, mudam-se os usuários. Isso porque esses jogos são dependentes das práticas das redes no Facebook, e essas práticas estão sempre mudando. O Facebook de hoje não é o mesmo de seis meses atrás e nem o mesmo do ano passado. Muito menos o mesmo de 2008 e 2009, quando Mafia Wars e o Farmville explodiram. O que eu quero dizer com isso? Novas apropriações surgem o tempo todo e vão mudando o sistema e isso reflete nas práticas sociais que refletem também nos jogos. Enquanto em 2009 o FB era largamente usado para jogar aqui no BR, e os aplicativos constituiam-se na parte mais interessante do sistema, hoje há outros espaços disputando a atenção, como a própria timeline que, com a possibilidade de bloquear as inúmeras chamadas/informações dos jogos também contribuiu para essa mudança. Por outro lado, outras formas de disputar a atenção emergiram, como os memes (que todo mundo reclama, mas continua olhando). Essas mudanças de configuração no sistema afetam também o modo através do qual as pessoas vêem os jogos e o engajamento neles.

Aprender a adaptar

Ou seja, meu argumento é que não é surpreendente que os novos jogos da Zynga baseados na mesma fórmula e com elementos quase iguais não estejam, nessas configurações atuais do FB, indo tão bem quanto os antigos. Embora meu exemplo aqui seja focado na apropriação brasileira, vejo indícios semelhantes de uso em outros países. Não é que a fórmula canse. É que o sistema mudou e novas coisas passam a ocupar o tempo das pessoas. Vejam, não estou dizendo que os jogos vão acabar, apenas fazendo uma consideração a respeito da inovação e da influência das apropriações das redes no pré-existente. O capital social muda suas formas de imbricar-se na rede. Os valores mudam. Acredito que ainda há muito espaço para os jogos sociais, mas é preciso observar a apropriação dos usuários para poder manter a inovação. A adaptação é fundamental.

A questão-chave aqui é que penso que é uma lição válida para todos que trabalham com mídia social: O sistema está sempre mudando. E quando eu digo sempre, quero dizer SEMPRE mesmo. O que deu certo ontem pode não dar hoje. O que provou ser uma fórmula de sucesso por dois meses pode subitamente resultar em fracasso. De novo: não há formulas máginas. Pra mim, a única forma de entender a mídia social é estar SEMPRE ouvindo o usuário, sempre observando o usuário e estar sempre atento ao que está acontecendo no sistema. As práticas de jogo nos sites de rede social, como todas as práticas nessas ferramentas estão SEMPRE mudando. E é preciso adaptar as propostas, criando condições para que as apropriações surjam, com base naquilo que são os valores de capital social no sistema. Assim, é preciso adaptar-se constantemente, e nunca perder de vista o campo e as mudanças que emergem nele.

Para acompanhar mais sobre jogos sociais:

Quem tem estudado mais a fundo os jogos é a Rebeca Rebs.
Inside Social Games
Dados dos jogos no Facebook.

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2012-02-15T07:45:54-03:00
Trending Topics Artificiais e Orgânicos e o Valor do Twitter http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/trending_topics_artificiais_e_organicos_e_o_valor_do_twitter.html Uma das pesquisas em cima das quais me debrucei nos últimos tempos é a respeito das redes que estão influenciando os tópicos no Twitter. Se você usa a ferramenta deve ter percebido já que, nos últimos meses, cada vez mais os chamados TTs, redutos do que está "trending" no mundo e no Brasil, parecem ter sido povoados pela ação de grupos organizados. O que eu quero dizer com isso? Que tem grupos se organizando para conseguir visibilidade para seus tópicos e tags e esses grupos estão apropriando a lista de TTs no Brasil como um todo. Estou chamando esses tópicos de "artificiais", em oposição aos "orgânicos", que constituem aquilo que o próprio Twitter afirma que é o objetivo dos TTs ("ajudar as pessoas a descobrir quais são 'as últimas histórias' ao redor do mundo"). Enquanto esses tópicos "artificiais" são construídos por um pequeno grupo que faz muito barulho de forma coordenada e organizada, os tópicos organicos são compostos pelas conversações de vários grupos diferentes, a respeito de um mesmo assunto. Enquanto os primeiros não representam "tendências" por assim dizer, mas a força da organização da rede, os segundos representam sim o que está acontecendo. Vejam os mapeamentos. Rede de seguidores que tuitaram a tag "#Compreimagazineluizanãoentregou" Nesse primeiro exemplo, mapeei um tópico "artificial": #compreimagazineluizanãoentregou. O tópico foi criado por uma consumidora, para reclamar da entrega de um produto comprado no Magazine Luiza. A consumidora em questão solicitou a sua rede que a ajudasse para que a loja entregasse finalmente o produto. O grupo respondeu repassando a tag entre si e utilizando as conexões para fazer com que a mesma entrasse na lista do top 10. Também ajudou o fato de que a pessoa que fez o pedido fazia parte de um fandom (Luan Santana, se não me engano), o que permitiu que ela usasse, nesse espalhamento artificial, o expertise do grupo (já falei sobre os fandoms e os TTs aqui). Reparem no quão clusterizada é a rede: isso indica uma forte participação de pessoas que se seguem entre si, ou seja, que possuem conexões anteriores. Defendo que essas conexões ativam laços mais fortes e um tipo diferente de capital social, focado no engajamento e no compromisso coletivo. Rede de seguidores que tuitaram a tag "#10pessoasqueeupegaria". Reparem que essa segunda rede é muito menos densa, muito menos clusterizada. Ou seja, embora em cada uma dessas duas redes eu tenha pego um número semelhante de tweets, na primeira parece existir um grupo muito mais ativo de pessoas que se seguem e que tuitam a tag do que nesse segundo grupo. Embora essa segunda tag seja um meme, ela é muito mais emergente, ou seja, trafega mais pelos laços fracos do que efetivamente pelas pessoas que se seguem entre si. É nesse ponto que reside o que eu chamo de artificialidade nos TTs. Enquanto esta última rede reflete o fato de que várias pessoas estão falando sobre o assunto em redes diferentes, na primeira rede temos um grupo pequeno produzindo uma grande quantidade de tweets. Mas quais as implicações disso? Já defendi aqui, em outras ocasiões, que o principal valor do Twitter, enquanto site de rede social, está na informação que circula na ferramenta. Essa informação depende de um filtro dinâmico, que é a rede social, e da visibilidade que recebe nas redes para ser valorizada. Os TTs deveriam refletir, ainda que parcialmente, esse valor. No entanto, com essa apropriação recente, os Trending Topics estão deixando de ser um espaço de informações que estão sendo filtradas como relevantes e tornando-se um espaço de manifestação e disputa pela atenção e visibilidade. E isso pode reduzir o valor dos TTs, a curto e médio prazo, como ferramenta informativa e amplificar essa desvalorização para a ferramenta. É um risco. Ou ainda, essas disputas podem tornar o Twitter mais atrativo para outros públicos, reduzindo o valor para os atuais usuários. De qualquer forma, é uma tendência interessante que merece ser seguida. Os resultados que eu expus aqui brevemente são de uma pesquisa com mais de 500 TTs brasileiros recolhidos e mais de 50 mil tweets coletados e mapeados. Não detalhei os resultados com maior precisão porque estou aguardando a publicação do paper em que discuto isso. Assim que sair, linko. :)... 5105@http://www.pontomidia.com.br/raquel/
Estou chamando esses tópicos de "artificiais", em oposição aos "orgânicos", que constituem aquilo que o próprio Twitter afirma que é o objetivo dos TTs ("ajudar as pessoas a descobrir quais são 'as últimas histórias' ao redor do mundo"). Enquanto esses tópicos "artificiais" são construídos por um pequeno grupo que faz muito barulho de forma coordenada e organizada, os tópicos organicos são compostos pelas conversações de vários grupos diferentes, a respeito de um mesmo assunto. Enquanto os primeiros não representam "tendências" por assim dizer, mas a força da organização da rede, os segundos representam sim o que está acontecendo. Vejam os mapeamentos.

compreimagazineluiza.png
Rede de seguidores que tuitaram a tag "#Compreimagazineluizanãoentregou"

Nesse primeiro exemplo, mapeei um tópico "artificial": #compreimagazineluizanãoentregou. O tópico foi criado por uma consumidora, para reclamar da entrega de um produto comprado no Magazine Luiza. A consumidora em questão solicitou a sua rede que a ajudasse para que a loja entregasse finalmente o produto. O grupo respondeu repassando a tag entre si e utilizando as conexões para fazer com que a mesma entrasse na lista do top 10. Também ajudou o fato de que a pessoa que fez o pedido fazia parte de um fandom (Luan Santana, se não me engano), o que permitiu que ela usasse, nesse espalhamento artificial, o expertise do grupo (já falei sobre os fandoms e os TTs aqui). Reparem no quão clusterizada é a rede: isso indica uma forte participação de pessoas que se seguem entre si, ou seja, que possuem conexões anteriores. Defendo que essas conexões ativam laços mais fortes e um tipo diferente de capital social, focado no engajamento e no compromisso coletivo.

10pessoasqeupegaria.png
Rede de seguidores que tuitaram a tag "#10pessoasqueeupegaria".

Reparem que essa segunda rede é muito menos densa, muito menos clusterizada. Ou seja, embora em cada uma dessas duas redes eu tenha pego um número semelhante de tweets, na primeira parece existir um grupo muito mais ativo de pessoas que se seguem e que tuitam a tag do que nesse segundo grupo. Embora essa segunda tag seja um meme, ela é muito mais emergente, ou seja, trafega mais pelos laços fracos do que efetivamente pelas pessoas que se seguem entre si. É nesse ponto que reside o que eu chamo de artificialidade nos TTs. Enquanto esta última rede reflete o fato de que várias pessoas estão falando sobre o assunto em redes diferentes, na primeira rede temos um grupo pequeno produzindo uma grande quantidade de tweets.

Mas quais as implicações disso?

Já defendi aqui, em outras ocasiões, que o principal valor do Twitter, enquanto site de rede social, está na informação que circula na ferramenta. Essa informação depende de um filtro dinâmico, que é a rede social, e da visibilidade que recebe nas redes para ser valorizada. Os TTs deveriam refletir, ainda que parcialmente, esse valor. No entanto, com essa apropriação recente, os Trending Topics estão deixando de ser um espaço de informações que estão sendo filtradas como relevantes e tornando-se um espaço de manifestação e disputa pela atenção e visibilidade. E isso pode reduzir o valor dos TTs, a curto e médio prazo, como ferramenta informativa e amplificar essa desvalorização para a ferramenta. É um risco. Ou ainda, essas disputas podem tornar o Twitter mais atrativo para outros públicos, reduzindo o valor para os atuais usuários. De qualquer forma, é uma tendência interessante que merece ser seguida.

Os resultados que eu expus aqui brevemente são de uma pesquisa com mais de 500 TTs brasileiros recolhidos e mais de 50 mil tweets coletados e mapeados. Não detalhei os resultados com maior precisão porque estou aguardando a publicação do paper em que discuto isso. Assim que sair, linko. :)

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(Guto Arruda on fev 3, 2012 9:43 AM) Vivemos uma época muito interessante e excitante na internet do Brasil. Somos um dos países que mais cresce em numero de usuários, penetração nas redes sociais, interatividade e importância no cenário mundial. Tanto que no documento de entrada do Facebook na Bolsa de valores o nome do Brasil foi citado 8 (oito) vezes! Me apaixonei também por redes e mídias sociais e adorei o texto e a abordagem. Sucesso!

(Cesar Cardoso on fev 3, 2012 11:31 AM) E o pessimista que há em mim diz que o Twitter só vai tomar alguma atitude contra o sequestro dos TTs por grupos organizados... er, talvez numa situação pós-IPO, em que a perda da importância dos TTs signifique perda no valor das ações. Afinal, já tem os TTs patrocinados, não?

(João Pedro Costa on fev 3, 2012 3:18 PM) Raquel, sou leitor assíduo aqui do Blog, que bom que você voltou a escrever após esse tempo parada. Esse fenômeno mencionado realmente existe, existem vários players que inclusive fazem um apelo muito grande pedindo para twittarem/retwittarem suas hashtags. Não tinha pensado sobre o prisma abordado, mas realmente faz sentido pensar nisso como uma ameaça a médio prazo pra qualidade da informação distribuída e teórica "inteligência da massa".

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2012-02-03T08:39:01-03:00
Redes Sociais na Internet - 2a edição http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/redes_sociais_na_internet_-_2a_edicao.html Caros leitores, estive em período de férias do blog, trabalhando em algumas pesquisas e propostas que precisavam ser terminadas. Este mês então, retorno com várias novidades. :-) A que eu queria comentar hoje é que saiu a segunda edição do meu livro "Redes Sociais na Internet" (Editora Sulina e co-edição da Cubo.cc). Essa segunda edição tem um capítulo extra que há horas eu queria escrever mas ainda não tinha tido tempo e oportunidade. É um capítulo chamado "Perspectivas de Estudo das Redes Sociais na Internet". Ali, foquei brevemente vários modos de estudar as redes sociais, focando três perspectivas, o mapeamento de rede, o estudo das conversações e interações e as abordagens que misturam essas duas perspectivas. A idéia de fazer essa introdução focando quem estuda e como estuda nasceu um pouco das dúvidas dos leitores e o objetivo é conduzir por pensar formas de estudar essas redes. :) Essa questão dos métodos de estudo é bem complexa e tem um capítulo a respeito no meu outro livro, o Métodos de Pesquisa para Internet (c/ Suely Fragoso e Adriana Amaral) e abordarei de modo mais específico e mais aprofundado no meu novo livro, o "Conversações em Rede" que deve sair em breve.... 5104@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ Caros leitores, estive em período de férias do blog, trabalhando em algumas pesquisas e propostas que precisavam ser terminadas. Este mês então, retorno com várias novidades. :-) A que eu queria comentar hoje é que saiu a segunda edição do meu livro "Redes Sociais na Internet" (Editora Sulina e co-edição da Cubo.cc). Essa segunda edição tem um capítulo extra que há horas eu queria escrever mas ainda não tinha tido tempo e oportunidade. É um capítulo chamado "Perspectivas de Estudo das Redes Sociais na Internet". Ali, foquei brevemente vários modos de estudar as redes sociais, focando três perspectivas, o mapeamento de rede, o estudo das conversações e interações e as abordagens que misturam essas duas perspectivas. A idéia de fazer essa introdução focando quem estuda e como estuda nasceu um pouco das dúvidas dos leitores e o objetivo é conduzir por pensar formas de estudar essas redes. :)

Essa questão dos métodos de estudo é bem complexa e tem um capítulo a respeito no meu outro livro, o Métodos de Pesquisa para Internet (c/ Suely Fragoso e Adriana Amaral) e abordarei de modo mais específico e mais aprofundado no meu novo livro, o "Conversações em Rede" que deve sair em breve.

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(Eliana Frantz on fev 3, 2012 1:15 PM) Belo trabalho. Gostaria de adquirir e ler. Parabéns.

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2012-02-03T08:22:48-03:00
Belo Monte e o Debate na Internet http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/belo_monte_e_o_debate_na_internet.html Vários de vocês devem estar sabendo do debate que corre pela Internet brasileira a respeito da Usina de Belo Monte e sua instalação. Esse debate aconteceu de forma particularmente forte durante a última semana de novembro, por conta do lançamento de um vídeo com atores da TV Globo, criticando a instalação da Usina e o apoio do governo federal. Achei que era algo interessante de mapear e experimentar algumas coisas e passei alguns dias coletando tweets e juntando arquivos a respeito do fato. Coincidentemente, enquanto eu procurava coletar os dados e estudar suas relações, o You Pix fez esse post que resume a coisa toda. E também sintetiza a minha pergunta: o que a Internet acha de Belo Monte? Para tentar entender como estão acontecendo essas manifestações, coletei cerca de 3 mil tweets (recorte pequeno), mas como me interessavam as relações mais explícitas de conversação, no mapa a seguir constam apenas aqueles que referenciam outros twitters, ou seja, que retuítam, mencionam ou respondem outros twitters. Os nós vermelhos são aqueles que se manifestam de forma clara em relação ao apoio de Belo Monte e os azuis, o que se manifestam no sentido oposto, contra Belo Monte. Os nós pretos são aqueles em que não foi possível inferir o contexto da mensagem e os cinza, aqueles que optaram por construir um contexto "neutro", ou seja, simplesmente postando uma notícia informativa ou fazendo um comentário no sentido de não entender o debate. (Clique na imagem para ver em tamanho maior.) Algumas coisas interessantes: O nó com maior grau in, ou seja, o mais citado de todos é o @blogplanalto. É o mais citado entre aqueles que apoiam o projeto e seus tweets, os mais retuitados. Curiosamente, é um dos poucos nós que NUNCA (durante a coleta de dados) respondeu ou tomou parte no debate. De longe, entre todos aqueles no dataset que apoiaram explicitamente Belo Monte, o blog do planalto é o nó que mais influenciou tweets e gerou comentários de apoio. Há outros nós que também recebem um grande número de retweets, mas poucos também têm um grau out alto (ou seja, respondem a outros nós). Veja na imagem abaixo o grafo do @blogplanalto e as citações entre aqueles que o citaram. (Importante salientar que cada conexão pode representar muito mais do que apenas um tweet nesse grafo.) Do outro lado, ou seja, daqueles que são contra a instalação da usina, não há ninguém com um grau de citações tão alto quanto o @blogplanalto. Mesmo entre os que têm um alto grau in, ninguém chega sequer a metade das citações dele. Entretanto, ao contrário da rede de apoio, há muito mais pequenos nós fazendo barulho. Ou seja, mesmo sem ter um nó tão central quanto o outro grupo, os críticos são muito mais eficientes em descentralizar, criar outros nós que são bastante citados. Dentre os mais citados: @xinguvivo, @gotadaguabr, @florestafaz e outros. Os nós desse grupo também são mais conversacionais no sentido que citam outros e respondem a outros (ou seja, possuem um grau out maior). Veja no exemplo abaixo como há mais citações e respostas no grafo, por exemplo, do @xinguvivo, com mais conversações e citações internas à rede. Aqui, as conexões entre os nós são igualmente fortes (cada conexão entre os nós que também citaram o @xinguvivo representa mais de um tweet), e não apenas aquelas de citação direta do nó central. Achei interessante observar também que há um grupo grande (no centro do grafo) que está debatendo mais abertamente o projeto, lançando mão de retweets contrários e favoráveis, explorando bastante o que os demais dizem. Além disso, note-se que dentro do mesmo grafo temos as duas posições, graças a tweets desse grupo central, que estabelecem uma ponte entre os vermelhos e azuis. E o que isso quer dizer? Essa é uma análise superficial que coloco aqui apenas para ilustrar algo que me chama a atenção: A Internet (ou, ao menos, o Twitter) está sim, debatendo Belo Monte. Essa interpelação por parte de outros usuários envolve pessoas que acabam por estabelecer algum posicionamento ou procurar algum tipo de informação sobre o projeto (por exemplo, o número de tweets cresce nos dias que se seguem ao video da globo, claramente criticando-o ou defendendo-o). E isso me interessa particularmente porque é, de uma certa forma, o estabelecimento de uma esfera pública onde pessoas contrárias e favoráveis estão obtendo algum sucesso em manifestar-se na rede. E isso me parece bastante democrático. Claro que esses dados serão mais explicitados no futuro, mas por enquanto, servem para pensar. :)... 5100@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ esse post que resume a coisa toda. E também sintetiza a minha pergunta: o que a Internet acha de Belo Monte?

Para tentar entender como estão acontecendo essas manifestações, coletei cerca de 3 mil tweets (recorte pequeno), mas como me interessavam as relações mais explícitas de conversação, no mapa a seguir constam apenas aqueles que referenciam outros twitters, ou seja, que retuítam, mencionam ou respondem outros twitters. Os nós vermelhos são aqueles que se manifestam de forma clara em relação ao apoio de Belo Monte e os azuis, o que se manifestam no sentido oposto, contra Belo Monte. Os nós pretos são aqueles em que não foi possível inferir o contexto da mensagem e os cinza, aqueles que optaram por construir um contexto "neutro", ou seja, simplesmente postando uma notícia informativa ou fazendo um comentário no sentido de não entender o debate. (Clique na imagem para ver em tamanho maior.)

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Algumas coisas interessantes:

O nó com maior grau in, ou seja, o mais citado de todos é o @blogplanalto. É o mais citado entre aqueles que apoiam o projeto e seus tweets, os mais retuitados. Curiosamente, é um dos poucos nós que NUNCA (durante a coleta de dados) respondeu ou tomou parte no debate. De longe, entre todos aqueles no dataset que apoiaram explicitamente Belo Monte, o blog do planalto é o nó que mais influenciou tweets e gerou comentários de apoio. Há outros nós que também recebem um grande número de retweets, mas poucos também têm um grau out alto (ou seja, respondem a outros nós). Veja na imagem abaixo o grafo do @blogplanalto e as citações entre aqueles que o citaram. (Importante salientar que cada conexão pode representar muito mais do que apenas um tweet nesse grafo.)

blogplanalto.png

Do outro lado, ou seja, daqueles que são contra a instalação da usina, não há ninguém com um grau de citações tão alto quanto o @blogplanalto. Mesmo entre os que têm um alto grau in, ninguém chega sequer a metade das citações dele. Entretanto, ao contrário da rede de apoio, há muito mais pequenos nós fazendo barulho. Ou seja, mesmo sem ter um nó tão central quanto o outro grupo, os críticos são muito mais eficientes em descentralizar, criar outros nós que são bastante citados. Dentre os mais citados: @xinguvivo, @gotadaguabr, @florestafaz e outros. Os nós desse grupo também são mais conversacionais no sentido que citam outros e respondem a outros (ou seja, possuem um grau out maior). Veja no exemplo abaixo como há mais citações e respostas no grafo, por exemplo, do @xinguvivo, com mais conversações e citações internas à rede. Aqui, as conexões entre os nós são igualmente fortes (cada conexão entre os nós que também citaram o @xinguvivo representa mais de um tweet), e não apenas aquelas de citação direta do nó central.

xinguvivo.png

Achei interessante observar também que há um grupo grande (no centro do grafo) que está debatendo mais abertamente o projeto, lançando mão de retweets contrários e favoráveis, explorando bastante o que os demais dizem. Além disso, note-se que dentro do mesmo grafo temos as duas posições, graças a tweets desse grupo central, que estabelecem uma ponte entre os vermelhos e azuis.

E o que isso quer dizer?

Essa é uma análise superficial que coloco aqui apenas para ilustrar algo que me chama a atenção: A Internet (ou, ao menos, o Twitter) está sim, debatendo Belo Monte. Essa interpelação por parte de outros usuários envolve pessoas que acabam por estabelecer algum posicionamento ou procurar algum tipo de informação sobre o projeto (por exemplo, o número de tweets cresce nos dias que se seguem ao video da globo, claramente criticando-o ou defendendo-o). E isso me interessa particularmente porque é, de uma certa forma, o estabelecimento de uma esfera pública onde pessoas contrárias e favoráveis estão obtendo algum sucesso em manifestar-se na rede. E isso me parece bastante democrático. Claro que esses dados serão mais explicitados no futuro, mas por enquanto, servem para pensar. :)

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2011-12-09T08:53:04-03:00
Facebook, Grau de Separação e Redes Sociais http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/facebook_grau_de_separacao_e_redes_sociais.html Hoje foi divulgado um novo estudo sobre o Facebook (na verdade, novos dados) e o quão conectadas estão as pessoas. Dentre os nomes por trás do trabalho está o do Jon Kleinberg, respeitadíssimo no mundo dos estudos sobre redes. Bem, nenhuma surpresa, o trabalho apontou que o grau de separação médio entre quaisquer duas pessoas no Facebook é de 4,74, ou seja, bastante inferior ao popular 6 (6 graus de separação) do famoso estudo do Milgram em 1967. (Para quem não conhece, o experimento do Milgram pode ser lido aqui. ) A novidade, na verdade, não é bem uma novidade. Afinal de contas, sabemos que os sites de rede social complexificaram os conceitos de "amigos" e "conhecidos", de forma bem diferente daquela do estudo do Milgram. Primeiro porque, como eu já expliquei em alguns artigos, o custo de criação e manutenção de conexões sociais nessas ferramentas é muito baixo. Ou seja, é natural que as pessoas tenham mais conexões no online do que efetivamente são capazes de manter no offline. Assim, você deve ter muito mais "amigos" no Facebook do que realmente tem na vida offline. Isso porque muitos dos seus "amigos" no Facebook são pessoas que você mal conhece, que foram colegas antigos ou mesmo amigos de amigos. Com isso, as redes sociais que são apresentadas na ferramenta são muito maiores do que as redes sociais offline. Por exemplo, os mesmos dados do estudo mostram que a média de amigos no FB é de 190 pessoas. O número, embora relativamente baixo para sites de rede social, é muito alto se compararmos com o offline. Quem é que tem e consegue manter 190 amigos de verdade? O elemento mais importante, entretanto, é que essa prática social de acrescentar pessoas tem um impacto muito relevante no mundo. Quanto mais amigos você e seus amigos têm, mais interconectada é uma rede. Mais próximas ficam as pessoas dentro dessa rede. E menor é o grau de separação entre todos. Quanto mais próximas as pessoas, mais elas podem interagir entre si e receber informações. Aliás, mais rápido circulam essas informações dentro da rede. Ou seja, é porque as pessoas apropriam as redes como um espaço de coleção de conexões que as informações circulam mais e mais rápido (e não falo só de informações jornalisticas ou memes, mas igualmente de informações sociais - o popular social browsing, prática comum nos SRSs). Assim, ter conexões na rede é um valor, é um tipo de capital social relevante que traz aos membros da rede benefícios. A rede social online, portanto, é sim diferente da offline. Ela é mais fácil de ser mantida e tem um impacto muito grande em vários aspectos da vida das pessoas. Assim, embora o trabalho do time do Facebook não seja comparável com o do Milgram (que usou redes offline, muito menores e mais limitadas), traz elementos importantes, como a evidência final de que esses sites reduzem sim a distância da rede social. Resta agora, tentar compreender que tipo de efeitos isso tem na circulação de informações na sociedade como um todo. A minha hipótese é que nas redes online as pessoas têm acesso a valores diferentes de capital social do que aqueles das redes offline. Com isso, tipos de informações diferentes circulariam nas duas redes (já defendi isso em outros artigos, como este).... 5099@http://www.pontomidia.com.br/raquel/ Hoje foi divulgado um novo estudo sobre o Facebook (na verdade, novos dados) e o quão conectadas estão as pessoas. Dentre os nomes por trás do trabalho está o do Jon Kleinberg, respeitadíssimo no mundo dos estudos sobre redes. Bem, nenhuma surpresa, o trabalho apontou que o grau de separação médio entre quaisquer duas pessoas no Facebook é de 4,74, ou seja, bastante inferior ao popular 6 (6 graus de separação) do famoso estudo do Milgram em 1967. (Para quem não conhece, o experimento do Milgram pode ser lido aqui. )

A novidade, na verdade, não é bem uma novidade. Afinal de contas, sabemos que os sites de rede social complexificaram os conceitos de "amigos" e "conhecidos", de forma bem diferente daquela do estudo do Milgram. Primeiro porque, como eu já expliquei em alguns artigos, o custo de criação e manutenção de conexões sociais nessas ferramentas é muito baixo. Ou seja, é natural que as pessoas tenham mais conexões no online do que efetivamente são capazes de manter no offline. Assim, você deve ter muito mais "amigos" no Facebook do que realmente tem na vida offline. Isso porque muitos dos seus "amigos" no Facebook são pessoas que você mal conhece, que foram colegas antigos ou mesmo amigos de amigos. Com isso, as redes sociais que são apresentadas na ferramenta são muito maiores do que as redes sociais offline. Por exemplo, os mesmos dados do estudo mostram que a média de amigos no FB é de 190 pessoas. O número, embora relativamente baixo para sites de rede social, é muito alto se compararmos com o offline. Quem é que tem e consegue manter 190 amigos de verdade?

O elemento mais importante, entretanto, é que essa prática social de acrescentar pessoas tem um impacto muito relevante no mundo. Quanto mais amigos você e seus amigos têm, mais interconectada é uma rede. Mais próximas ficam as pessoas dentro dessa rede. E menor é o grau de separação entre todos. Quanto mais próximas as pessoas, mais elas podem interagir entre si e receber informações. Aliás, mais rápido circulam essas informações dentro da rede. Ou seja, é porque as pessoas apropriam as redes como um espaço de coleção de conexões que as informações circulam mais e mais rápido (e não falo só de informações jornalisticas ou memes, mas igualmente de informações sociais - o popular social browsing, prática comum nos SRSs). Assim, ter conexões na rede é um valor, é um tipo de capital social relevante que traz aos membros da rede benefícios. A rede social online, portanto, é sim diferente da offline. Ela é mais fácil de ser mantida e tem um impacto muito grande em vários aspectos da vida das pessoas.

Assim, embora o trabalho do time do Facebook não seja comparável com o do Milgram (que usou redes offline, muito menores e mais limitadas), traz elementos importantes, como a evidência final de que esses sites reduzem sim a distância da rede social. Resta agora, tentar compreender que tipo de efeitos isso tem na circulação de informações na sociedade como um todo. A minha hipótese é que nas redes online as pessoas têm acesso a valores diferentes de capital social do que aqueles das redes offline. Com isso, tipos de informações diferentes circulariam nas duas redes (já defendi isso em outros artigos, como este).

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2011-11-22T07:14:37-03:00