(Notícia da semana passada, mas só fiquei sabendo hoje.)
Os Yes Men também comemoraram a vitória do Obama. A seu modo: lançando, adiantada, a edição de 4 de julho de 2009 do New York Times e distribuindo-a gratuitamente nas ruas de New York.
Coisas que achei em São Paulo e a penúltima leva de coisas da Amazon - do pedido que comecei lá em setembro do ano passado, e agora fecho por causa da Crise.
Referência nerd: o departamento de aquisições foi uma coisa pré-Crise.
Na falta do que realmente trazer de novidade sobre Macanudo, o ping-pong acabou virando uma conversa sobre a tira. A Marcela disse que gostou, mas ela é suspeita.
Kill Your Boyfriend é a versão mais maluca, mais anarquista e mais romântica de Clube da Luta, como a entrevista aponta. Me deu um comichão pra reler.
E o Morrison, por si só, já é fantástico:
Acho a cena do batom estranhamente profética da era Lindsay Lohan...
Eu sou estranhamente profético com freqüência.
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O quanto você mudou, como escritor e pessoa, desde que escreveu Kill Your Boyfriend?
(...) Tive uma tremenda mudança. Quando escrevi a HQ, eu era um recém-solteiro, recém-rico e hedonista mochileiro próximo de alcançar a transformação pessoal, e agora sou um homem casado e feliz sentado na torre da minha grande casa, com vista para o mar, escrevendo gibi de super-herói, dando entrevistas na Internet e esperando pacientemente pelo dia em que Kristan se canse das minhas merdas e finalmente abra a tampa do misericordioso veneno de rato!
Agora me ocorre que a McSweeney's deixar The Future Dictionary of America de graça não é acaso. O livro foi feito para levantar fundos anti-Bush nas eleições de 2004, e é famoso pelo seu verbete "Bush" (escrito pelo Paul Auster): "a poisonous family of shrubs, now extinct". No futuro - o futuro que a gente pode prever hoje, com segurança -, ninguém lembra de George W.
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Until now, my identity as a writer has never overlapped with my identity as an American — in the past eight years, my writing has often felt like an antidote or correction to my Americanism. But finally having a writer-president — and I don't mean a published author, but someone who knows the full value of the carefully chosen word — I suddenly feel, for the first time, not only like a writer who happens to be American, but an American writer."
Brian Wood escreveu no Twitter, depois reforçou numa entrevista: complicado escrever futuros apocalípticos como o de DMZ quando você está feliz com seu governo. Lembro também de uma tirinha do Jim Mahfood de 2004, dizendo algo tipo "ok, é uma merda que o Bush tenha sido reeleito, mas pelo menos temos mais 4 anos de quadrinhos, de filmes, de arte e de cartuns maravilhosos pela frente".
Da mesma forma que guerras são tudo para o desenvolvimento tecnológico, governantes porcaria são o melhor impulso para a crítica e a criação. Com Obama, pelo menos no primeiro momento, os EUA podem ficar criativamente apáticos. O Obama-sósia do Saturday Night Live pega uns tiques legais, mas parece que o ator quer gritar "eu não sei fazer caricatura desse cara!".
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Ontem caí na Fox News, zapeando, e Bill O'Reilly tava dizendo que McCain perdeu porque não deu alternativas pra crise econômica, enquanto Obama focou o último mês nisso. Mas Obama foi eleito, diz O'Reilly, pela extrema esquerda (ele queria dizer "comunistas"), porque havia promessas de transformações sociais, melhor distribuição de renda, essas coisas liberais. Com a crise, ele vai ter que segurar o orçamento e colocar o "socialismo" de lado, o que vai deixar a extrema esquerda fula. "E agora, o que vai ser?", pergunta O'Reilly, feliz por ter encontrado um subterfúgio para chamar a maioria eleitoral norte-americana de burra.
Bill O'Reilly que é o cara, agora.
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Update: O Vulture faz a mesma pergunta. Como se faz comédia política agora?
A McSweeney's está vendendo seu magnânico Future Dictionary of America (com Jonathan Safran Foer, Stephen King, Paul Auster, Art Spiegelman, Dave Eggers etc. etc. etc.) de graça. É só ver no link.
O único problema é que custa US$ 20 para enviar para o Brasil.
Publiquei esse texto em abril, num caderno local do Diário Catarinense. Obama ainda era candidato a candidato.
Obama e a política do entretenimento
Na década de 90, o artista urbano Shepard Fairey colocou fotos do astro de luta livre André The Giant, de rosto gordo e olhar ameaçador, em cartazes de rua e adesivos, com uma única palavra no rodapé: “Obey” (“Obedeça”).
Espalhados pelos muros e postes, o cartaz assustava e intrigava. “Por que um gordo de cara feia me daria ordens?” Era a primeira pergunta que Fairey queria provocar. A segunda era a seguinte: se o marketing político, os outdoors, as propagandas de TV, a publicidade em geral, estão me dizendo “obedeça”, por que estou questionando este cartaz e nunca questiono os outros?
Fairey provocou uma espécie de campanha publicitária global, de tons artísticos e investimento zero, pela tomada de consciência, a partir de uma imagem forte o suficiente para atrair críticos ao consumismo e à sociedade do espetáculo.
Dez anos depois, onde está Shepard Fairey? Ilustrando cartazes da campanha presidencial de Barack Obama. Para quem gosta do trabalho de Fairey, a reflexão esperada é a seguinte: “Nunca um político falou comigo dessa forma, nos meus termos, na minha cultura, nas minhas imagens. Será que finalmente este vale a pena?”
Discursos – Desde 2004, quando começou a despontar no Partido Democrata e nos jornais, a discussão era piada: como um cara de sobrenomes Hussein (como Saddam) e Obama (muito próximo do prenome de Bin Laden) esperava concorrer à presidência dos EUA? Um mulato, ainda por cima, em um país que só elege brancos de elite.
De dezembro até agora, a campanha deu a resposta. Obama convence. Construindo a imagem de exímio escritor – ele tem dois livros de memórias publicados – e servindo-se de bons roteiristas de discursos, Obama vende a idéia de um país arrogante que precisa mudar.
Mas de bons discursos a política norte-americana sempre esteve cheia, e os outros candidatos também têm bons redatores. O que diferencia a campanha do político de Illinois é outra característica: o fator entretenimento.
Cultura das imagens – O pesquisador Henry Jenkins, no livro Convergence Culture, aponta uma tendência do novo milênio: eleitores informam-se mais sobre política a partir de programas de comédia do que através das notícias. A sátira política, na brincadeira, vira uma espécie de jornalismo qualificado, ao mesmo tempo informativo e divertido.
Desde o início das primárias, Obama e sua oponente Hillary Clinton já apareceram no humorístico Saturday Night Live. Eles surgem no meio de esquetes, para surpresa da audiência, são aplaudidos e soltam uma piadinha. É como se Lula contracenasse com seu sósia no Casseta & Planeta Urgente.
Jenkins vê estes casos como uma adaptação necessária. Em uma sociedade voltada para o entretenimento, talvez este seja o caminho para restabelecer o interesse popular na política, assunto “tedioso” para a maioria - com o agravante de os EUA defender o voto não-obrigatório e, por conseguinte, metade da população votante não comparecer às urnas.
Analistas políticos dizem que Obama só tem chances se convencer as minorias latina e negra a sair de casa no dia das eleições. O jeito é entusiasmar esta faixa social com show, comédia, cartazes coloridos, imagens de consumo e descarte rápido próprias de uma cultura do entretenimento.
Participação digital – Jenkins também encaixa a campanha de Obama no que chama de “cultura participatória”. É cada vez mais fácil para amadores produzirem e disseminarem textos, vídeos, músicas, fotos e outras criações. A campanha de Obama está antenada a estas novas realidades. Ele não é o primeiro a fazer isso, mas pode ser o primeiro a ter sucesso na jogada.
O website da campanha tem um espaço com o sugestivo endereço my.barackobama.com, onde apoiadores podem registrar-se para relacionar-se com correligionários próximos, organizar seus próprios eventos de campanha e até manter um blog. Uma espécie de Orkut ou MySpace particular a uma campanha política.
Somam-se ao site os vídeos no YouTube, os banners para websites, os fansites, os cartazes – tudo criado por milhares de voluntários que querem disseminar sua vontade política. O comitê oficial de campanha estimula esta participação, mas não se mete na divulgação “alternativa” além da publicização das melhores criações e de olhar para o lado quando elas podem gerar controvérsia.
West Wing – Barack Obama está à frente da campanha eleitoral mais ligada ao mundo do entretenimento na história da política mundial. As pesquisas apontam sua vitória sobre Hillary nas primárias, e sobre o republicano John McCain na decisão final. Se estes resultados se concretizarem, teremos o atestado da imbricação obrigatória entre política e espetáculo.
O jornal inglês The Guardian apurou as semelhanças entre a figura de Obama e a de Matt Santos, candidato presidencial fictício que estrelou a série de TV The West Wing, sobre os bastidores da Casa Branca. O candidato real e o ficcional são jovens democratas, vêm de minorias e surgem do nada para conquistar o cenário político com discursos de impacto. O Guardian descobriu que não era coincidência: os roteiristas que criaram Santos inspiraram-se em Obama, quando este ainda nem era senador, mas demonstrava um futuro promissor no Partido Democrata.
Santos, o sósia ficcional de Obama, ganhou as eleições no capítulo final de West Wing, exibido em 2006. Profecia ou não, o fato é inegável: nas telas do mundo do entretenimento, Obama já venceu.
Eu, de costas, no Blog do Universo HQ. E estava gravando vídeo, não fotografando, para a entrevista que deve ir ao ar semana que vem (já entreguei).
Tweets do Inagaki (grande figura) e do Delfin (Sophia Loren é um sabor de pizza - Delfin corrigiu-se). Conheci também o Amauri Stamboroski (repórter de quadrinhos do G1), o Paulo Ramos (do Blog dos Quadrinhos, da UOL), o Levi Trindade e o Raphael Fernandes (os dois da Wizmania).
E revi meu chapa Eduardo Nasi. A certa altura da última terça-feira, nos co-congratulamos: depois de um ano tentando fazer Liniers ser publicado no Brasil, estávamos ali com uma bela edição em português de Macanudo (autografada!) e passamos o dia com o cara, do almoço até um jantar às altas horas. Fomos praticamente groupies do Liniers: ao invés de mulatas gostosas, ele só conseguiu dois nerds.
E isso foi só um dia dos quatro que passei lá. Tenho que ir a SP mais vezes.
"In the end, I saw Superman not as a superhero or even a science fiction character, but as a story of Everyman. We’re all Superman in our own adventures. We have our own Fortresses of Solitude we retreat to, with our own special collections of valued stuff, our own super–pets, our own “Bottle Cities” that we feel guilty for neglecting. We have our own peers and rivals and bizarre emotional or moral tangles to deal with."
Leia o texto da TRIP. Se você tem o mínimo senso estético - ou melhor, se você sabe LER -, entende que aquilo é uma ALEGORIA, uma FICÇÃO, não uma declaração de estupro. E que, mesmo se você considerar a hipótese absurda de que o cara está confessando um estupro real, o texto ainda é uma representação, uma positivação, de um fato social.
Não tenho medo maior do que esse: que as pessoas parem de entender a ironia.
A última vez que eu fui a São Paulo - na cidade mesmo, não só escalas no aeroporto - eu tinha 11 anos e minha mãe me levou pra conhecer a Editora Abril. Não sei se foi coincidência ou se esse dia era só disso, mas a gente acabou visitando somente a parte dos quadrinhos. Óbvio que eu delirei. Era nosso último mês depois de quatro anos morando em Piracicaba, a 2 horas dali, e eu não queria mais voltar pro RS.
Semana que vem sou a São Paulo de novo. E de novo por causa de quadrinhos.
Faz sete anos que estou envolvido com o Omelete e nunca vi Borgo, Forlani, Hessel nem o Omelete HQ de frente. Hoje entreguei meu primeiro trabalho (jornalístico) para a Cia. das Letras e quero sentar pra conversar com um editor com quem também só papeei por e-mail e telefone. Quero rever amiguinhos, como Srta. Almeida, Rodolfo e Nasi. E estou convencendo o Grampá a me apresentar o estúdio.
Quatro dias pra me ajudar a definir o que vou estar fazendo no ano que vem. E não, não envolve me mudar para São Paulo. Mas vai ser pra conhecer a cidade de novo.
Esses dias li um blog mencionando a cena de um filme do Woody Allen onde ele conversa com ETs sobre o sentido da vida. Não lembrava de nenhum filme do Woody Allen onde ele conversava com ETs, e tenho certeza que vi 90% dos filmes do Woody Allen.
Tenho certeza porque aí pelo meio da faculdade peguei a ficha dele no IMDB, fiz uma pesquisa demorada para descobrir os nomes dos filmes em português (a Internet não era tão completa, crianças) e saí catando-os pelas videolocadoras (a Internet não era tão rápida, crianças). Alguns deles, tipo Manhattan, só existiam naquele estranho novo formato de caixas fininhas, chamado "DVD" - e tive que pedir um DVD player emprestado de um amigo (obrigado, Jean) pra assistir.
Consegui assistir praticamente todos, em mais ou menos um ano. Ficaram faltando aqueles que nenhuma locadora tinha. Acabei esquecendo da lista e hoje tem alguns que não consigo saber, só pelo nome, se já assisti, tipo Shadows and Fog, Alice e Hannah e Suas Irmãs.
Este dos ETs, Stardust Memories, também estava na categoria "não lembro". Hoje, descobrir se assisti ou não leva as 24 horas que o eMule precisa para baixar coisas mais velhas. E não, eu não havia assistido.
A cena dos ETs não é lá essas coisas. Impossível mesmo seria eu ter esquecido a Charlotte Rampling - aos 34, mas com cara de 20 e poucos - folheando o jornal no chão, a câmera parada um minuto e meio olhando pra ela, ela olhando pra nós, enquanto Woody monologa sobre a vida e Louis Armstrong canta "Stardust". O YouTube não faz muita justiça ao widescreen (que dirá a quem viu isso no cinema), mas vamos lá:
É a fase felliniana do Allen, que aconteceu aí pela época em que eu nasci. Stardust tem a desestrutura de 8 1/2, com sonhos dentro de filmes dentro de sonhos de filmes. Não é feito para fazer sentido, mas sim pra produzir essas imagens, de cinema que, se ainda é feito hoje em dia, não me apresentaram.
Estará à venda no fim do mês. E tem meu nome nos créditos: de revisor técnico.
Na verdade, o que aconteceu foi que montei um projeto de tradução do livro para convencer alguma editora nacional a publicá-lo. Inclusive com um trecho da introdução traduzido, que também utilizava em aula. O networking (valeu, Nasi) acabou me colocando em contato com outro apaixonado pelo Jenkins com bem mais contatos (valeu, Maurício), o que acabou rendendo esse trabalho de revisão.
É a primeira vez que sai um livro do Jenkins no Brasil. Foi complicado traduzir ele - o cara é verborrágico e muito nerd. Mas o que importa é que as idéias brilhantes estão lá. O livro é referência pra qualquer coisa que eu pesquiso hoje em dia.
Fazia anos que eu queria o livro do Jerry Rubin, o primeiro aí abaixo. Ele foi parceiro do Abbie Hoffman nos anos 60 e tem esse livrinho ilustrado pelo Quentin Fiore, o mesmo cara que trabalhou nos livros ilustrados do Marshall McLuhan.
(Falando nisso, baixei Chicago 10 e ainda não assisti.)
Rubin e outros são para pesquisa. Também acabei de comprar os Death Note (mas estou lendo muito lentamente) e sigo tentando diversificar minha gibiteca pra um projeto que pode ter começado a dar certo ontem: se funcionar, em breve vou traduzir seus gibis. ;)
Estou reassistindo uns trechos de NETWORK (do Sidney Lumet, 1976) para exibir em uma turma de Jornalismo. Minha cena preferida é a da foto. O chefão da emissora reúne-se com o jornalista rebelde, numa grande sala onde cada um deles fica sentado em uma ponta de uma longa mesa, e dá o melhor discurso da história do cinema.
É tão engraçado que acho que não foi ele que escreveu. Em outras palavras: por que os filmes dele não são mais assim?
JUNE 15
Work finally under way. Shot a torrid love scene today between Scarlett and Javier. If this were a scant few years ago, I would have played Javier’s part. When I mentioned that to Scarlett, she said, “Uh-huh,” with an enigmatic intonation. Scarlett came late to the set. I lectured her rather sternly, explaining I do not tolerate tardiness from my cast. She listened respectfully, although as I spoke I thought I noticed her turning up her iPod.
AUG. 20
Made love with Scarlett and Penélope simultaneously in an effort to keep them happy. Ménage gave me great idea for the climax of the movie. Rebecca kept pounding on the door, and I finally let her in, but those Spanish beds are too small to handle four, and when she joined, I kept getting bounced to the floor.
Aí, ouvi esses dias uma palestra em que o cara citava o livro A Mistificação das Massas pela Propaganda Política, e contava que só tinha a edição em francês, porque a brasileira teve quase toda sua tiragem queimada pela ditadura militar em 60 e bolinha. Sobraram, segundo o palestrante, umas quatro ou cinco cópias.
Eu tava entediado com a palestra e lendo meus feeds, mas abri uma janelinha do Estante Virtual. A busca retornou nove exemplares do livro, o que já contrariava o palestrante. A favor do palestrante, porém, os exemplares custavam R$ 250, R$ 130, R$ 120, R$ 95...
E tinha um por R$ 50. Mais R$ 5 de frete. Óbvio que comprei.
Chegou faz uns dias. O livro tá num estado melhor que o da foto acima. Só uns buraquinhos de traças.
Ainda não chego a ser colecionador de livros (compro eles para ler, mesmo que não tenho tempo de ler), mas essa aquisição aí me deu orgulho.
A dificuldade é incrível. Tem respostas ótimas, mas que parecem não dizer nada para quem não entende um pouco de quadrinhos. Tipo a do Douglas Wolk:
Watchmen is about the way the world works: the fantastically complicated clockwork of human existence, as well as the aspects of humanity that can't be reduced to determinism. It's also about the superhero genre and the bizarre conventions it's accrued over time -- the denials of realism that make it enduring and powerful, and its peculiar attachment to the comics medium.
Já citei aqui a matéria do Guardian onde o jornal apurou que Matt Santos, o candidato democrata das últimas temporadas de The West Wing, foi baseado no Obama.
Santos concorre à presidência com Leo McGarry, que é eminência parda do governo Bartlett desde o início do seriado. E é um velhão.
Tão velhão, aliás, que morreu antes da série acabar - o ator morreu e, por conseqüência, o personagem.
De qualquer forma, Santos ganhou a presidência. O que é bom indicativo pro Obama. Mas o fato de ele ter um vice, no seriado, que morre... Ou não é um bom indicativo pra campanha de Obama, ou não é um bom indicativo para a vida do Biden.