Hoje tomei conhecimento de um fato de importância geopolítica extrema. John Kerry é casado com Tereza Heinz. Tereza Heinz é da família fundadora da fábrica que produz o ketchup Heinz. O ketchup Heinz é o melhor que eu já provei. E eu sou um consumidor compulsivo de ketchup.
Veja só, veja só: a próxima primeira-dama dos EUA é dona da fábrica do meu ketchup predileto. Isso não serve de boa metáfora para alguma coisa? Alguém mais inteligente que eu já deve ter feito ou fará, mas sinto que tem alguma boa metáfora aí.
"Quando eu como pizza, estou ajudando a derrubar o Bush." Não, alguma coisa melhor. Alguém?
Mais: Tereza Heinz nasceu Tereza Simões-Ferreira em Moçambique (ela é viúva de um Heinz), e possivelmente fala português, o que a deixa alguns graus mais próxima de mim, como se não bastasse o ketchup. Ou seja: mais um daqueles momentos em que eu sinto que o mundo gira em torno de Érico Assis. Não acontece com vocês também?
Legal a seqüência de créditos: Bush, Powell, Condoleeza e outros amiguinhos em frente às câmeras, estáticos enquanto a equipe de maquiagem passa o pó, tira os fiozinhos de cabelo destoantes, ajusta a iluminação. Gore "perde" a eleição. Passa pra 11 de setembro: gente na rua olhando pra cima, chorando, rezando. A rede de relações entre a família Bush, a família Bin Laden e o atual governo dos EUA. Árabes podem quebrar o país se tirarem seus investimentos. Invasão ao Iraque. Só pobre se alista no exército. Por que nenhum filho de congressista se alistou? Keep on rockin' in the free world. Acabou.
Pra encerrar, 